O que explica o novo AUMENTO do BITCOIN? Criptomoeda voltou a subir mais de 20% em uma semana

Nesta quarta, 20, o bitcoin bateu a marca de US$24 mil, diante do aumento das criptomoedas que subiu a capitalização deste mercado acima de US$ 1 trilhão. No começo da tarde de ontem, este mercado alcançou US$ 24.173.

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Diante deste novo patamar, a criptomoeda mais conhecida do mundo soma uma variação semanal positiva de 24,8%. O mercado de criptomoedas vem se recuperado na última semana após um período tumultuado em maio e junho, com o colapso da rede Terra e a crise de liquidez de plataformas de empréstimos cripto.

De acordo com comentaristas do mercado cripto, os ganhos do Bitcoin nesta quarta  aconteceram em meio a uma recuperação nos mercados de ações mais amplos, ao passo que os traders estimam a próxima rodada de aumentos dos juros dos Estados Unidos.  A possibilidade é que o FED (Federal Reserve, o banco central dos EUA) aumente a taxa em 75 pontos-base do intervalo atual de 1,50% e 1,75%.

“O Bitcoin na terça-feira registrou seus maiores ganhos em um mês devido a uma recuperação nos índices de ações dos EUA e um dólar mais fraco”, explicou ao InfoMoney Alex Kuptsikevich, analista de mercado sênior da plataforma FxPro.

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“O Bitcoin testou as máximas desde 13 de junho perto de US$ 23.700 e, na quarta-feira, está tentando se consolidar acima de sua média móvel de 50 dias”, acrescentou  Kuptsikevich. Na visão de traders que acompanham gráficos e preços, a consolidação maior que a média móvel de 50 dias é vista como um sinal positivo  de mudança.

Porém, o analista disse também que “Se o impulso positivo parar, como aconteceu em fevereiro e março deste ano, devemos estar preparados para um aumento acentuado nas vendas”.

Outros alertas a respeito deste clima otimista atual foram dados por outros analistas.

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“Com as regras dos futuros jogos de mineração, do staking (método de renda passiva) e do trading ainda bastante obscuras, e o valor dos criptoativos extremamente sensíveis às condições voláteis nos mercados financeiros, fica claro que investir no ‘selvagem oeste cripto’ ainda é um negócio muito arriscado”, disse também ao InfoMoney Susannah Streeter, analista sênior de mercados da empresa de serviços financeiros Hargreaves Lansdown.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.