O vale-refeição é uma ajuda concedida aos trabalhadores para que tenham meios de se alimentar enquanto estão no trabalho. Mas com os impactos da inflação o poder de compra do benefício foi reduzido para apenas 13 dias.
Lei 12.041 garante novo auxílio para idosos que moram sozinhos; veja quem tem direito Lote bilionário do INSS: Veja quem tem direito aos R$ 2,14 bilhões liberados pela Justiça Desconto de até 30%: A lista de problemas de saúde que garante carro mais barato para idosos Benefício suspenso? A nova exigência do INSS que pode travar o pagamento

Na prática, o custo médio da alimentação do trabalhador fora de casa continua caro, de modo que, nem mesmo o vale-refeição é capaz de amortizar a situação. De acordo com uma pesquisa realizada pela Sodexo Benefícios e Incentivos, existe nitidamente, uma desvalorização do benefício em comparação à alta dos preços.
O levantamento considerou o valor médio de R$ 40,64 em uma refeição conforme apresentado nos dados da Associação Brasileira das Empresas e Benefícios ao Trabalhador (ABBT). Também foi observado o período de uso do vale-refeição como sendo de 22 dias, a quantidade média de dias úteis trabalhados no decorrer do mês.
Documento para quem tem mais de 60 anos libera vaga de estacionamento especial Programa Move Brasil reúne 44 carros com descontos especiais; confira a lista Atenção: governo divulga novas regras do Gás do Povo para julho de 2026 Fim do vale-refeição? Mudança surpreende milhões de trabalhadores no Brasil
Conforme ressaltado pela Sodexo, desde o início da pandemia em 2020, até junho de 2022, a média de duração do vale-refeição é de 13 dias. Um ano antes, o trabalhador conseguia aproveitar o benefício por até 18 dias. Na prática, hoje é preciso desembolsar nove dias de refeições do próprio bolso para bancar um almoço.
Na oportunidade, o diretor de Relações Institucionais e de Responsabilidade Corporativa da Sodexo, Willian Tadeu Gil, destacou que as empresas já estão atentas à defasagem do vale-refeição. Ele ainda apontou um aumento de 7,42% no valor do crédito durante o primeiro trimestre de 2022 em relação ao mesmo período no ano passado.
O ajuste aconteceu “justamente por entender que a oferta dos benefícios ao trabalhador é apenas uma questão de estratégia de negócio na atração e retenção dos melhores talentos”, disse William.
Ainda assim, a média de reajuste do vale-refeição ficou abaixo da inflação do período. Em março, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 11,3%. Este é um dos medidores oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Queda no poder de compra do vale-refeição por região
O levantamento também analisou a queda no poder de compra do vale-refeição por região brasileira. A maior variação nos preços para comer fora foi notada no Nordeste de R$ 23,74 para R$ 40,28. O aumento observado foi de 69,6%.
Em 2013, por exemplo, um prato de refeição custava cerca de R$ 30,45. Hoje o custo é de R$ 36,14. Já na região Sudeste, o vale-refeição aumentou de R$ 29,85 para R$ 42,83, uma alta de 43,4%.
No Sul, o encarecimento foi de R$ 26,55 para R$ 36,97, um avanço de 39,2%. No Centro-Oeste um prato de comida deixou de ser vendido a R$ 26,85 e passou a ser cobrado a R$ 34,20, uma alta de 27,3%.