Bitcoin sofre mais uma queda; desta vez foi por conta deste motivo

O mercado cripto vem operando em queda diante de uma possível recessão econômica que alimenta a aversão a risco. A mais importante criptomoeda em valor de mercado, o bitcoin, voltou a ser comercializado abaixo dos US$20 mil, após ter ensaiado uma recuperação no último fim de semana, se aproximando de US$22 mil. 

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Nesta terça, 12, às 17h15 (horário de Brasília), o bitcoin estava sendo negociado a US$ 19.458, uma queda de 5,15%, considerado últimas 24 horas encerradas naquele momento. No período, a mínima foi de US$ 19.278 e a máxima de US$ 20.524. O ethereum a segunda cripto mais negociada, por sua vez, estava sendo negociada a US$ 1.043, uma queda de 8,65%, de acordo com dados do CoinDesk.

Já no mercado tradicional, os índices acionários de Nova York fecharam o dia em queda, com Dow Jones recuando 0,62%, a 30.981 pontos, S&P 500 caindo 0,92%, a 3.818 pontos, e Nasdaq, das empresas de tecnologia, caindo 0,95%, a 11.264 pontos.

De acordo com analistas, a correlação inversa do bitcoin com os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano está se tornando estável. Ao passo que os títulos vão se valorizando, consequentemente a migração dos investidores causa perdas para as criptomoedas demais ativos como ouro e ações. 

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Os investidores, diante do aperto monetário que foi adotado pelo Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA) com crescimento das taxas de juros, estão mandando seus recursos para ativos de renda fixa.

A divulgação dos dados de inflação nos EUA(CPI) hoje, pode ser mais um acelerador da aversão a risco, dependendo dos resultados das ações do FED para segurar a alta dos preços. “

Caso o CPI venha acima das expectativas, pode resultar em um aumento das taxas de juros ainda mais agressivo pelo Banco Central americano (FED), o que impactaria negativamente o preço dos ativos de risco, incluindo o mercado cripto”, sinalizou o relatório da Genial Investimentos.

Uma criptomoeda ou cibermoeda é um meio de troca, podendo ser centralizado ou descentralizado que se utiliza da tecnologia de blockchain e da criptografia para assegurar a validade das transações e a criação de novas unidades da moeda.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.