Salários nesta região de São Paulo superam R$ 10 milhões por ano

A renda da maioria dos brasileiros pode ter diminuído nos últimos anos, mas os salários recebidos por profissionais de uma determinada região de São Paulo estão crescendo continuamente, chegando a atingir valores astronômicos.

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Eles atuam como presidentes, vice-presidentes, banqueiros, diretores, heads de risco de mercado, heads de controladoria, gerentes de portfólio e outras posições de alto nível nas maiores instituições financeiras do país, sediadas na Avenida Brigadeiro Faria Lima e mediações, entre os distritos de Pinheiros e Itaim Bimbi.

Confira a seguir quais profissionais recebem e quais empresas pagam os maiores salários da Faria Lima, grande centro financeiro de São Paulo.

Faria Lima paga maiores salários do país

Os três maiores bancos privados do país têm sede na Faria Lima. Eles pagam remunerações altíssimas para os seus diretores, sendo que a maior parte não corresponde a salários, mas sim a benefícios e remunerações variáveis, como ações.

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O Itaú Unibanco pagou em 2021 R$ 14,6 milhões a cada um dos seus 26 diretores, de acordo com relatório enviado pela instituição à CVM (Comissão de Valores Imobiliários). Desse total, 91% corresponde a remunerações variáveis e apenas 8% corresponde a salário. O restante 1% vem de benefícios.

O Santander pagou um pouco menos: R$ 10,35 milhões a cada um dos 50 diretores em 2021. Essa remuneração foi distribuída assim: 22,5% de salário fixo, 29,5% de renda variável, 29,5% em ações, 2,08% em benefícios e 16,58% de previdência.

O terceiro na fila foi o Bradesco, que pagou R$ 9,2 milhões a cada um dos seus 88 diretores no ano passado. 40% desse valor (R$ 3,7 milhões) foram em remunerações variáveis.

Profissionais recebem mais de R$ 1 milhão

Além dos diretores, outros profissionais de bancos e fintechs da Faria Lima também conseguiram remunerações altíssimas, beirando o R$ 1 milhão em 2021. Os dados a seguir são de um estudo da PageGroup, consultoria especializada no recrutamento de executivos.

  • Vice-diretor ou diretor executivo de fintechs: até R$ 1,45 milhão
  • Head de risco de mercado: R$ 953,2 mil
  • Head de accounting, controladoria ou FD&A (planejamento e análise financeira): R$ 889,2 mil
  • Diretor de risco operacional: R$ 797 mil
  • Head de tesouraria na área de trading: R$ 779,9 mil
  • Head de tesouraria na área de operações: R$ 529,2 mil

As remunerações em gestoras de investimentos sediadas na Faria Lima, segundo a PageGroup, também chegam a valores bem altos. Enquanto a remuneração de um private bank sênior pode alcançar R$ 1,013 milhão por ano, gerentes de portfólio podem ganhar até R$ 879,9 mil e economistas-chefe até R$ 601,26 mil.

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Essas valores altíssimos, compostos principalmente de bônus, fazem parte de um estratégia das grandes instituições financeiras para atrair e manter os melhores talentos do mercado.

E eles não se resumem aos cargos de executivos, beneficiando também quem está no início de carreira. Um analista júnior do BTG Pactual, por exemplo, recebe R$ 7.474 por mês, segundo o site de vagas de empregos Glassdoor.

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Amaury Nogueira
Amaury da Silva Nogueira é bacharelando em Letras/Edição pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apaixonado pelo universo da escrita, atua há dois anos como redator e realiza pesquisas sobre história da edição no Brasil. Além disso, atualmente pesquisa também sobre direitos e benefícios sociais para agregar conhecimento na redação do portal de notícias FDR.