Conheça o Clube de Residência Privada e entenda por que essa opção vem crescendo como residência de férias

Economia compartilhada ganha destaque entre os brasileiros. Nos últimos anos, a prática de dividir bens e consumo tem se tornado cada vez mais comum. Mediante a tecnologização de serviços, muitos investidores e cidadãos comuns passaram a apostar nos clubes de residências privadas. Abaixo, convidamos um especialista para uma entrevista exclusiva sobre esse tema. Acompanhe.

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Os clubes de residência privadas funcionam como um tipo de investimento para quem deseja ser titular em algum imóvel com mais de um titular. Por meio dele, você consegue ter proprietário de grandes hotéis de luxo, por exemplo. Trata-se de um modelo de renda pautado pela economia compartilhada.

Atentos as mudanças do mercado, o FDR convidou Paulo Henrique Barbosa, CEO da Resid, para te explicar como funcionam esses clubes de residência. Em entrevista exclusiva, ele traz detalhes sobre o investimento e quais as perspectivas de expansão no Brasil. Acompanhe.

O que é economia compartilhada?

É quando 2 ou mais pessoas compartilham um ativo ou recurso, seja ele um bem móvel ou imóvel, físico ou não. Normalmente, as empresas que estão inseridas na economia compartilhada usam da ociosidade de algum recurso, para tornar seu uso mais eficiente, trazendo benefício direto para o usuário final, que pode continuar sendo proprietário ou não. O principal ponto aqui é preservar o uso, e torná-lo mais sustentável. Acabar com a ociosidade traz benefícios para todos os agentes envolvidos na cadeia.

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Como esse conceito se aplica quando pensamos em imóveis?

Comercialmente da mesma forma que se aplica à um bem móvel. Juridicamente temos uma Lei específica, a 13.777 de 2018. Basicamente, o comprador compra uma matrícula (com escritura) que possui uma fração física ideal vinculada à uma fração de tempo, que o ele poderá utilizar anualmente aquele imóvel. O uso entre os proprietários da mesma unidade é regulado em uma convenção de condomínio e em regulamentos internos.

O que é um clube de residências privadas?

Clubes de Residências Privadas é uma categoria do setor de Shared Ownership (Propriedade Compartilhada), a combinação perfeita de um serviço de hotel cinco estrelas com todas as vantagens da casa própria, em destinos exclusivos, onde os proprietários possuem a escritura deste imóvel – uma fração física e de tempo. Os PRCs incluem os tipos de comodidades e lazer que se espera de um hotel de luxo, como alta gastronomia, serviços de concierge, manobrista, mordomo, e atividades recreativas e esportivas. A Resid traz essa nova categoria de produto para o mercado brasileiro, permitindo um acesso inteligente, moderno e sustentável aos melhores empreendimentos de férias nos melhores destinos brasileiros. Para exemplificar, com R$ 180 mil será possível compartilhar uma fração de tempo em um clube de residência privada, onde o valor da residência integral poderia chegar a R$ 9 milhões.

Por que esse modelo de negócio vem crescendo no Brasil?

O que vem crescendo no Brasil é o compartilhamento de segundas residências. O modelo de Clube Privado, é uma categoria que a Resid traz no Brasil. O setor cresce no Brasil pois é um setor novo, com um mercado servitizável enorme, quase 15 milhões de famílias, com poucas empresas maduras para crescer de forma sustentável, e consequentemente pouco capital disponível no mercado, o que faz com que o crescimento seja orgânico e linear.

Quais os principais objetivos desse tipo de clube quando pensamos no consumidor final? Quais as vantagens desse tipo de clube?

O Consumidor tem acesso ao melhor dos mundos da Segunda Residência e de um Hotel 5 estrelas famoso. Primeiro o benefício financeiro frente a pagar por diárias hoteleiras. Além disso, o membro do Clube tem vantagens e benefícios extras ao hospede do Hotel, como early check in garantido, acessos a espaços exclusivos no hotel (restaurantes, piscinas, beach clubs, etc), brindes e eventos exclusivos, etc. Quem faz parte dessa comunidade, ainda tem flexibilidade no uso, podendo utilizar todos os Produtos Resid e ainda tem acesso a outros hotéis que fazem parte da nossa plataforma. Isso é só um pouco do que é ter um Resid e fazer parte da nossa Comunidade.

E no caso de empresas? As empresas podem fazer parte de um clube de residências privadas?

É um produto focado para o consumidor final. Ainda desconheço um canal de distribuição B2B2C, mas não que não seja possível, pois qualquer produto que realmente gera valor para o cliente final, pode ser modelado para ser distribuído em um canal para as empresas. Talvez o problema esteja aí, na falta de bons produtos que gerem de fato valor para o seu público alvo.

E os desafios no cenário econômico Brasileiro?

O cenário macroeconômico global e do Brasil são muito preocupantes. Um estagflação local ou global impacta todos os setores e diminui o consumo da população. Ainda que nosso modelo seja resiliente e para a Classe A, até antifrágil, é uma questão de monitoramos de perto para preservar o investimento de nossos acionistas.

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Qual o principal público dos clubes de residência privadas? Existe perspectiva de popularização desse modelo de negócio?

Nosso público na Resid é a Classe A. Popularização e Privado, são palavras um pouco antagônicas.

Quanto é preciso para investir nesse segmento?

Essa pergunta pode ter vários sentidos e vou ter muito cuidado para respondê-la. Pensando em nosso Cliente final, quem vai comprar e usufruir dos nossos Projetos, não pode pensar em investimento financeiro, em rentabilidade. Não é um produto modelado e desenvolvido para isso, e sim, para ser utilizado. Em nossos produtos existe um benefício financeiro frente ao valor que se pagaria nas diárias hoteleiras, mas isso é bem diferente de Investimento Financeiro, retorno sobre capital, etc. Hoje quem investe no segmento são os empreendedores/empresários do setor e investidores institucionais. Na Resid, estamos inclusive pensando em alguma forma de possibilitar o acesso ao investimento financeiro para Pessoas Físicas, a partir de R$1.000,00, em um modelo já regulamentado pela CVM. Além de tudo é uma forma de educar o mercado, trazendo essa pauta que é tão importante e que as vezes é abafada.

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