Conta de luz tem aumentos acima da média neste estado

Nesta terça, 28, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou o reajuste de 12,04% nas tarifas da conta de luz para os 24 municípios da área de cobertura da Enel Distribuição São Paulo. A tarifa atualizada começa a valer na próxima segunda, 4, e de acordo com a empresa, somente 3,67% são voltados para as atividades da Aneel.

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No caso de consumidores de baixa tensão, grupo formado quase que totalmente por clientes residenciais, o aumento na taxa foi de 10,15%. Já para usuários de média e alta tensão, as indústrias e grandes comércios, no geral, o índice aprovado foi de 18,03% em média.

As causas centrais que motivaram este reajuste foram o aumento de subsídios na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), a inflação em alta e o crescimento nos custos com compra de energia (produzida pelos geradores, incluindo Itaipu) e ainda com o transporte desta energia até a Aneel, o valor que é pago para as empresas transmissoras.

Soma-se a isso, a economia que segue abalada pela pandemia do coronavírus e a mais grave crise hídrica dos últimos 90 anos, que levou ao acionamento das termelétricas. 

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O governo federal colocou em vigor diversas ações que foram estimuladas por pedidos das distribuidoras na tentativa de mitigar os reflexos dos reajustes nas tarifas para os consumidores. 

De acordo com a Abradee(Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica) as tarifas de energia elétrica envolvem custos que não são provenientes das distribuidoras, como impostos, encargos, custos de geração e transmissão de energia. Sendo assim, o setor opera como uma espécie de caixa do setor elétrico e do total arrecadado, sendo que quase 20% são voltados às concessionárias.

O diretor de Regulação da Aneel, Luiz Antonio Gazulha Jr, disse ao Valor Investe que no processo tarifário de 2022, somente cerca de 3,67% do total reajustado é referente a atualização dos custos da atividade de distribuição.

“Adicionalmente, do total da conta de energia a parcela que cabe à companhia, cerca de 22,9% é destinada à operação e manutenção de suas atividades, como equipamentos de distribuição de energia elétrica em sua área de concessão, para a melhoria da qualidade do serviço”, afirmou ele.

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Por fim, Luiz disse ainda que a Aneel vem sofrendo com a alta na inadimplência, assim como as demais distribuidoras.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.