Carteiras administradas: o que são? Como investir? Qualquer um pode investir?

As gestoras e casas de análises estão de olho na demanda dos brasileiros que precisam de um profissional para debater, receber conselhos e até mesmo, para efetuar investimentos, prática tida como complicada para muitas pessoas que se deparam com a grande variedade de produtos e plataformas do mercado. Conheça as carteiras administradas.

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Carteiras administradas

Nos últimos anos, sabendo das questões dos investidores menores, algumas empresas do setor financeiro começaram a ofertar a carteira administrada. Este é o caso de gestoras como Clube do Valor e Galapagos, assim como das casas de análise Suno e Nord. Em cada uma delas, o patrimônio mínimo para aderir a este serviço personalizado parte de no mínimo R$ 100, R$ 500 mil, R$ 200 mil, R$ 1 millhão e R$ 1 milhão, respectivamente.

Estas empresas querem, além de levar o serviço para um público novo, aumentar o acesso do investidor a um modelo de remuneração mais claro, em que não acontecem conflitos de interesses como, por exemplo, na polêmica que envolveu o percentual de comissão que os agentes autônomos recebem em cima de cada produto oferecido pelas corretoras.

Na visão do chefe de consultoria da Suno, Ivens Gasparotto, a maior vantagem da carteira administrada, fora o benefício de ter uma gestão personalizada, é o alinhamento de interesses, já que o profissional é pago pela atividade de gestão executado e não em cima dos ativos que adquire para o portfólio de seu cliente.

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Falando sobre o serviço oferecido pela Suno Wealth, a casa de análise cobra percentual em cima do patrimônio do cliente, chamado de taxa de administração, que se inicia  em 1% ao ano. 

No entanto, dependendo do tamanho do patrimônio ou da complexidade, essa taxa pode ser renegociada. “Clientes com patrimônio maior tendem a pagar menos”, disse ele ao Valor Investe. É cobrada ainda uma taxa de performance de 10%, aplicada quando a rentabilidade do portfólio do cliente ultrapassa o índice de referência (o “benchmark”) da carteira.

Os interessados em contratar a carteira administrada da Suno devem possuir um patrimônio de pelo menos R$1 milhão. De acordo com Ivens, a Suno está interessada em reduzir o valor mínimo para atingir os investidores menores, no entanto os custos ainda são uma barreira para ela. 

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“O custo de operacionalização e de tecnologia para ter uma carteira básica é alto e ainda nos impede de diminuir muito o patrimônio mínimo para o investidor acessar o serviço”, disse ele ao Valor Investe.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.