Saraiva adota importante estratégia para quitar dívidas

A Livraria Saraiva, que já chegou a liderar o mercado de livrarias no país, ganhou um novo respiro para superar a enorme crise financeira e para tentar se livrar de um processo de recuperação judicial que já dura mais de três anos. A empresa vendeu o ponto de uma de suas lojas localizada no Shopping Ibirapuera, em São Paulo, atualmente alugada para a Centauro, além de créditos tributários, através de um leilão judicial.

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Neste leilão, a empresa irá abater R$160 milhões de sua dívida, que já estava batendo na casa de R$500 milhões, no entanto o negócio só será efetivado após a homologação judicial das propostas que vencerem. “Ainda há muito a ser feito, mas se trata de um passo importante. E a venda também foi de uma loja que a Saraiva já sabia viver sem”, disse ao InfoMoney, uma fonte próxima à Saraiva, que pediu para não ser identificada. 

Este espaço que atualmente é ocupado pela Loja Centauro, era o único ponto que ainda era de propriedade da Saraiva, uma vez que as mais lojas abertas operava em espaços alugados. 

Os créditos tributários, por sua vez, eram de propriedade do Banco do Brasil, no entanto  atualmente, estão com fundo Travessia, do BTG Pactual.

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Estes eram os únicos ativos para venda. A Saraiva até tentou vender seu site na internet, no entanto, o ativo foi a leilão em mais de uma oportunidade e não foi comprado. O valor obtido pela venda dos ativos não irá  entrar no caixa da empresa e será voltado somente para o abatimento do débito. O resto da dívida deve ser quitado pela geração de caixa da empresa, e os credores também terão a opção de trocar a sua dívida por ações.

Consignação

A percepção dentro da empresa é que, para conseguir sair desta situação de recuperação  judicial, a Saraiva deve voltar a possuir produtos em consignação, que é um sistema em que loja expõe um produto, sem precisar comprá-lo. Adotando esta prática, a empresa não precisaria mais gastar seu caixa para manter a variedade de produtos.

A consignação é uma prática muito comum no mercado, no entanto, diversas editoras vem se recusando utilizar esse esquema com a rede após tomar diversos calotes.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.