Datafolha: entenda como as propostas econômicas dos candidatos podem determinar o resultado das eleições

Pontos-chave
  • Datafolha divulga pesquisa com intenção de votos para presidência em 2022;
  • Registros mostram quais interferências econômicas nas preferências dos eleitores;
  • Perfil do eleitorado também foi analisado na pesquisa.

O Instituto Datafolha tem feito constantemente pesquisas relacionadas as eleições de 2022. Neste ano, além de outros cargos, os brasileiros irão às urnas para decidir quem ocupa a cadeira de presidente da república entre os anos de 2023 e 2026. E tem sido visto que as propostas econômicas destes estão diretamente ligadas aos resultados.

Datafolha: entenda como as propostas econômicas dos candidatos podem determinar o resultado das eleições
Datafolha: entenda como as propostas econômicas dos candidatos podem determinar o resultado das eleições (Imagem: Montagem/FDR)

Quais os critérios para escolher o próximo presidente da república? Parece que pelo menos no Brasil os fatores econômicos têm peso mais forte nessa decisão. Isso porque, o brasileiro tem vivido dias difíceis financeiramente.

Com a pandemia da Covid-19 que desacelerou a economia mundial, juntamente com a inflação que impacta o país, muitos brasileiros estão sentindo diferença no bolso. O preço dos alimentos mais alto, assim como os combustíveis e a renda salarial diminuindo.

Tudo isso, unido ao fato de que existem pelo menos 11,3 milhões de pessoas desempregadas, conforme informou uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Por isso, as eleições de 2022 não são apenas mais uma edição de escolha que ocorre a cada quatro anos. Muitos estão depositando nesse momento as esperanças de que algo possa mudar.

Seja com a troca da presidência, seja com uma postura mais certeira do atual presidente para conter qualquer crise e se reeleger.

Eleições 2022

No dia 2 de outubro de 2022 os eleitores devem depositar nas urnas suas preferências na escolha de um deputado estadual/distrital, deputado federal, senador, governador do estado e presidente do país.

Até o momento, já foram confirmados como pré candidatos a presidência da república nomes como: Jair Bolsonaro (PL), Vera Lúcia (PSTU), Ciro Gomes (PDT), Felipe D’Avila (Novo), Luciano Bivar (União Brasil), Sofia Manzano (PCB), André Janones (Avante), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Pablo Marçal (Pros) e Simone Tebet (MDB).

Na última semana de maio, o Instituto Datafolha publicou uma pesquisa revelando quais as intenções de votos dos brasileiros para o cargo de presidente.

A pesquisa aconteceu entre os dias 25 e 26 maio, em 181 cidades de todo o país e contou com a colaboração de 2.556 eleitores que possuem mais de 16 anos.

O resultou mostrou ampla vantagem do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT). São 48% das intenções de voto para o petista, enquanto o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) possuí 27% da preferência entre os entrevistados.

Percebe-se então que a disputa mais acirrada deva ficar entre esses dois nomes. O que são os dois extremos da política nacional, a corrida presidencial Lula e Bolsonaro já levantou diversas questões antes mesmo de ser confirmada.

Perfil dos eleitores

Na mesma pesquisa realizada pelo Datafolha, em 25 e 26 de maio, também foram analisados os perfis dos eleitores que escolheram Lula como preferido. Assim como, aqueles que optaram por Bolsonaro.

Do eleitorado de Lula, o que significa 1.234 pessoas entrevistas, a grande maioria é recebedora de programas de assistência como o Auxílio Brasil. São pessoas que temem a infecção por Covid-19, confiam nas urnas eletrônicas e não concordam com o armamento.

Além disso, a pesquisa ainda conseguiu mostrar que aqueles que votam em Lula são em maioria: negros, mais pobres, menos escolarizados, mais jovens, nordestinos e católicos.

Enquanto isso, a pesquisa mostra que os apoiadores da permanência de Bolsonaro na presidência têm maior desconfiança sobre as urnas eletrônicas. Defendem o armamento da população e tem menor índice de vacinados.

O perfil geral deste eleitores são de: homens, mais ricos, velhos, com mais escolaridade, brancos e se destacam os empresários.

Auxílio Brasil e os candidatos à presidência

O Auxílio Brasil, programa que surgiu no governo Bolsonaro, é na verdade uma otimização do antigo Bolsa Família criado na era Lula. Nele, as parcelas de pagamento subiram para mais que R$ 400 e novas pessoas puderam ser inclusas.

No entanto, mesmo tendo surgido no atual governo, o programa parece não favorecer Bolsonaro como se era esperado. O Datafolha mostra que 66% dos eleitores disseram que receber o benefício não influencia na sua escolha presidencial.

Contabilizando ainda os apoiadores de Ciro Gomes, a pesquisa mostrou por exemplo que 26% dos eleitores de Lula são participantes do Auxílio Brasil. Enquanto 16% dos eleitores de Bolsonaro estão no programa, e 12% dos apoiadores de Ciro também recebem o benefício.

Ainda segundo o Datafolha, entre aqueles que apoiam Bolsonaro 56% acredita que o valor pago no programa é menos que o suficiente. E entre os que reprovam o atual governo, a rejeição do valor pago chega a 76%.

Economia e os candidatos a presidência

O Datafolha mostra que os eleitores de Bolsonaro são mais otimistas em relação a economia do país. Pelo menos 41% acredita que nos últimos meses a situação do país melhorou financeiramente.

Enquanto isso, 84% dos eleitores de Lula desaprovam o desempenho econômico do país dos últimos meses. No geral, sem considerar preferência eleitoral, 66% dos brasileiros não está contente com a economia brasileira.

Por isso, todos os atos do atual presidente que possam influenciar neste segmento estão sendo observados pelos brasileiros. Assim como, as propostas apresentadas não só por Lula mas pelos demais candidatos.

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Lila Cunha
Lila Cunha é formada em jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Atua como repórter especial para o portal FDR. É responsável por selecionar as informações abordadas e garantir o padrão de qualidade das notícias veiculadas. Além disso, trabalha com apuração de hard news desde 2019, cobrindo o universo econômico em escala nacional.