Boleto parcelado: como funciona? Vale a pena?

Pontos-chave
  • Boleto parcelado é uma nova opção de compra para os consumidores
  • O mercado global da modalidade deve atingir os US$ 3,2 trilhões até 2030
  • Compras são seguras para o lojista e para o consumidor

Se tem algo que os brasileiros gostam é de comprar parcelado e isto não vem de agora. Nosso país foi o pioneiro mundial na década de 1950 no modelo  Buy Now, Pay Later, ou Compre agora, pague depois, com o crediário de lojas. Este modelo de crediário evoluiu para o boleto parcelado graças ao avanço da tecnologia e do setor financeiro. Entenda.

Oa bancos digitais ou fintechs vem transformando este segmento. Se antes, o modelo tradicional do crediário era feito para atingir consumidores que não tinham acesso aos bancos, como as classes C e D, o Buy Now, Pay Later (BNPL) mira nas gerações Y e Z para avançar. 

Segundo projeções da Precedence Research, o mercado global da modalidade deve atingir os US$ 3,2 trilhões até 2030.

Boleto parcelado 

Esta modalidade de crédito que também é conhecida como crediário digital, permite que o lojista receba integralmente o valor da venda e que o consumidor consiga dividir o pagamento em parcelas durante um período determinado, sem usar o cartão de crédito.

Esta é uma maneira de aumentar o alcance do crédito para aqueles que não possuem conta bancária ou que não querem ou não possuem limite no cartão de crédito. 

Diferente do crediário tradicional, que geralmente é disponibilizado por grandes varejistas, o boleto parcelado é ofertado por diversos tipos de estabelecimentos, como eletrônicos, moda, casa, viagens, e muito mais, tanto no comércio físico como virtual.

Como pedir este tipo de parcelamento?

Qualquer consumidor com mais de 18 anos e que possua alguma renda mensal, incluindo profissionais autônomos sem comprovação de renda, podem comprar através do boleto parcelado. “O cliente escolhe os produtos ou serviços em uma loja parceira e seleciona o boleto parcelado no checkout ou na maquininha”, disse ao E-Investidor, Pedro Noll, fundador e diretor de Marketing da BoletoFlex.

Depois que o lojista pega algumas informações de segurança, como uma selfie da pessoa e verificação do celular como forma de comprovar a identidade, será realizada uma rápida análise de crédito. Após este procedimento, o consumidor seleciona a quantidade de parcelas e no mesmo momento fica sabendo se foi aprovado. Todo o processo é feito pelo celular e leva no máximo dois minutos.

Condições de parcelamento

O número de parcelas é determinado de acordo com o valor da compra e com o perfil de crédito do cliente. “Parcelamos em até 24 vezes. No entanto, essa opção varia de acordo com cada perfil de consumidor”, explicou Noll.

Dependendo do lojista, o parcelamento pode ser concedido sem juros, no entanto, podem ser cobradas taxas mensais, da mesma forma que acontece em outras modalidades de financiamento.

Os estabelecimentos podem receber o valor da venda em até 48 horas, quando é utilizado o BoletoFlex. Este prazo é infinitamente mais baixo se comparado com o cartão de crédito, que chega a demorar 30 dias para que o valor de uma compra à vista chegue ao lojista. Este prazo pode aumentar ainda mais em casos de compras parceladas. 

Como pagar?

O boleto parcelado pode ser pago em qualquer dia, seja ele antes ou depois da data de vencimento, porém o consumidor precisa se tentar as regras do contrato.

Pagando depois do prazo determinado, o consumidor fica sujeito a multas e juros calculados automaticamente, sem precisar de uma segunda via.

Caso o pagamento não seja efetuado, o consumidor pode acabar sendo negativado nos órgãos de proteção de crédito, como o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e a Serasa.

É seguro?

A modalidade é segura tanto para o consumidor quanto para o lojista, uma vez que a aprovação do crédito é ligada ao perfil de renda do cliente como forma de evitar endividamento excessivo e garantir que as compras sejam quitadas.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.