Valores a Receber: Banco Central informa sobre a segunda fase de consultas

Desde o encerramento da primeira fase de funcionamento da ferramenta Valores a Receber, em 16 de abril, muitos brasileiros estão à espera da segunda fase de consulta aos valores esquecidos no sistema financeiro. Ela estava marcada para iniciar em 2 de maio e contaria com recursos diferentes dos liberados na primeira fase, mas a greve dos servidores do Banco Central prejudicou os preparativos para a sua implementação. Confira o que disse o BC sobre a nova data.

Quando começará a segunda fase do Valores a Receber?

De acordo com o Banco Central, ainda não há uma nova data para início da segunda fase de consultas pelo Valores a Receber. A greve dos servidores continua prejudicando a implementação do procedimento.

“A greve dos servidores do BC prejudicou o cronograma de desenvolvimento das melhorias do Sistema de Valores a Receber (SVR). O prazo de retorno do SVR, inicialmente previsto para 2 de maio, será adiado. A nova data será comunicada com a devida antecedência”, informou o Banco Central.

A greve foi iniciada em 1º de abril e suspensa entre os dias 20 de abril e 2 de maio. Na última terça-feira (23), os servidores se reuniram em assembleia e decidiram pela continuidade do movimento, que segue sem data para acabar. Os grevistas pedem reajuste de salários para repôr as perdas com a inflação dos últimos 3 anos, além de reestruturação de carreira.

Como funcionará a segunda fase?

Na primeira fase do Valores a Receber, o Banco Central liberou cerca de R$ 4 bilhões, correspondentes a valores esquecidos em contas bancárias, tarifas cobradas incorretamente em transações financeiras, cotas e sobras líquidas de cooperativas de crédito e recursos de consórcios encerrados.

A segunda fase contará com valores diferentes, referentes a tarifas, parcelas ou obrigações cobradas indevidamente, contas de pagamento encerradas, entidades em liquidação extrajudicial, Fundo Garantidor de Crédito, entre outras fontes. Juntos, eles equivalem a cerca de R$ 4,1 bilhões “esquecidos” pelos brasileiros.

Quem não conseguiu achar nada na primeira fase, portanto, ainda pode achar recursos na segunda fase. Outra diferença é que os cidadãos não precisarão agendar a consulta e resgate dos valores, como ocorreu na fase anterior. Em vez disso, eles poderão, a qualquer momento, conferir quanto têm a receber e indicar uma conta para depósito.

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Amaury Nogueira
Amaury da Silva Nogueira é bacharelando em Letras/Edição pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apaixonado pelo universo da escrita, atua há dois anos como redator e realiza pesquisas sobre história da edição no Brasil. Além disso, atualmente pesquisa também sobre direitos e benefícios sociais para agregar conhecimento na redação do portal de notícias FDR.