Pedágios por ‘km rodado’ já estão funcionando em SP; confira como funcionam

No estado de São Paulo, em alguns trechos de estradas sob concessão, já operam dois sistemas de pedágio por quilometro rodado. Na rodovia Ayrton Senna (SP-070), o sistema free flow já está sendo testado. Neste sistema, não existem pedágios físicos e o pagamento acontece de forma proporcional, ou seja, o motorista só paga pelo trecho percorrido na rodovia.

Embora a rodovia citada seja a única do Brasil a testar o sistema Free Flow, o estado de São Paulo utiliza desde 2013, um sistema similar, chamado de PaP (Ponto a Ponto).

A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) disse que no PaP, a cobrança é realizada de maneira eletrônica, através de pórticos (arcos perpendiculares ao chão) que são instalados ao longo das rodovias e que dispensam o manuseio de dinheiro.

“Isso melhora as condições operacionais das rodovias, proporciona fluidez e reduz o tempo das viagens”, disse a Artesp através de nota. 

Da mesma forma que acontece no Free Flow, no PaP não existem praças de pedágios físicos. A medida que os veículos identificados pelas concessionárias trafegam, é feita uma cobrança de tarifa proporcional ao trecho percorrido até ali.

Se o preço do pedágio é R$10, por exemplo, dois motoristas irão pagar o mesmo valor independente se um deles percorreu somente 10 km da rodovia e o outro 90km. O objetivo do sistema Ponto a Ponto e do Free flow é distribuir o valor cobrado de acordo com a distância percorrida.

Diferenças entre o Ponto a Ponto e o Free Flow

Segundo a Artesp, mesmo que existam pontos em comum, os os dois sistemas possuem  suas diferenças. A abrangência é a maior delas.

“O free flow foi desenhado para ser mais acessível, para todo mundo usar quando o sistema funcionar de forma plena. Do outro lado, o Ponto a Ponto é um sistema operado por algumas concessionárias de rodovias para atender grupos de pessoas específicos que passam com frequência por determinadas regiões”, explicou a agência ao InfoMoney.

Até o momento, o PaP é um sistema que opera em São Paulo e ainda não tem previsão previsão de expansão para os demais estados.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.