Não vai parar de cair? Ações do Twitter têm étimo dia de queda; o que está acontecendo?

Nesta segunda, 16, as ações do Twitter fecharam com queda de 9,18% na Bolsa de Nova York, sendo cotadas a US$37,39. As ações da rede social estão sendo afetadas pelas incertezas em torno de sua compra por Elon Musk.

Parag Ageawal, o presidente-executivo do Twitter, disse que a empresa encontra e deleta “o máximo de spam que pode”, e disse ainda que, todos os dias, cerca de 500 mil contas são suspensas, ao passo que milhões são bloqueadas a cada semana se os usuários não forem verificados.

O empresário Elon Musk, dono da famosa marca de carros Tesla, tinha comunicado a suspensão da compra da rede social até que recebesse dados mais completos sobre a atuação de contas falsas na rede social.

Ao longo do dia, a cotação dos papéis ficou entre US$ 37,32 e US$ 39,29. O volume financeiro totalizou US$ 51,2 milhões, cerca da metade do foi registrado na última sexta, 13.

Agrawal afirmou que a estimativa do Twitter, que segue sendo a mesma de 2013, não pode ser reproduzida externamente, por conta da necessidade de utilizar dados públicos e privados para determinar se uma conta é spam.

Musk então respondeu ao presidente do Twitter com um emoji de cocô e o questionou: “Então, como os anunciantes sabem o que estão recebendo pelo dinheiro? Isso é fundamental para a saúde financeira do Twitter”, disse.

Investidores vem despejando as ações no mercado devido a preocupação de que Musk desista do acordo do final de abril para adquirir o Twitter por US$ 44 bilhões, ou US$ 54,20 por ação.

Ao site Mobile Time, o CEO da Catarina Capital, Thiago Lobão, disse que especialistas vem cada vez mais desacreditando que o negócio será fechado.

“O papel flutua conforme a boataria da efetivação ou não da aquisição do Twitter pelo Musk. Então, o papel vai flutuar muito mais pelo ‘hype’ sobre o evento de mercado do que efetivamente sobre os fundamentos do papel. Estava nos Estados Unidos semana passada e encontrei com a turma que está no ‘calor’ do dia a dia das transações de tecnologia e a máxima de quem vive desse tipo de atividade é de que foi um movimento especulativo, muito mais relacionado ao ‘exotismo’ de algumas ações de comunicação do Musk do que algum tipo de sinergia com a rede de negócios que ele já detém hoje ou tipo de interesse mais estratégico”, disse.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.