Dinheiro extra: como lidar com o 13° do INSS e o saque do FGTS

Pontos-chave
  • Especialistas orientam brasileiros a pagarem contas e realizarem investimentos
  • Compras desnecessárias não são indicadas
  • Confira todas as dicas

Grande parte dos brasileiros receberá em breve um dinheiro extra. Esta graninha a mais vem do saque de até R$1.000 do FGTS e também da antecipação do 13º salário. Neste momento você deve se perguntar o que fazer com este dinheiro adicional né? Bom segundo especialistas, as pessoas devem procurar gastar com responsabilidade e da melhor forma possível.

“É importante fazer esse planejamento quanto ao destino do dinheiro, pois caso não seja feito, é muito provável que ele acabe destinado a gastos supérfluos em vez de contribuir para atingir os objetivos realmente desejados”, disse ao portal R7 Samuel Torres, consultor financeiro da Onze.

Os pagamentos do 13º salário do INSS se iniciaram antecipadamente. As pessoas que ganham benefício de até um salário mínimo começaram a receber a primeira parcela  ontem, 25. Já pra quem ganha mais do que isto começam a receber na próxima segunda, 2.

O FGTS, por sua vez, já pode ser consultado no aplicativo ou nas agências da Caixa Econômica. O valor será disponibilizado entre os dias 20 de abril e 15 de junho, sempre de acordo com o mês de aniversário do trabalhador. O governo prevê a liberação de até R$30 bilhões na economia e beneficiar 42 milhões de pessoas.

Aquelas pessoas que ficam na dúvida se devem ou não sacar o dinheiro, precisam saber que parado no fundo, o dinheiro rende somente 3% ao ano, rendimento bem abaixo do que outras aplicações. O dinheiro pode ainda ajudar trabalhadores a pagar suas dívidas e fugir dos juros altos.

Dicas do que fazer com o dinheiro extra

  • Pagar as contas

Quem estiver com dívidas deve priorizar o pagamento delas para escapar principalmente dos juros. Este é o conselho de Samuel Torres. “O foco deve ser quitar as dívidas, priorizando aquelas com maior taxa de juros, como cartão de crédito e cheque especial”. 

De acordo com os dados mais recentes do Banco Central, o cheque especial tem uma taxa de juros de 128,4% ao ano e o cartão de crédito, de 346,3% ao ano.

Na visão do economista Alessandro Azzoni também para o R7, o dinheiro também deve ser empregado o pagamento das contas mais urgentes e para complementar a renda da família, se for preciso, especialmente em um momento de inflação em que pode ser mais complicado conseguir ficar dentro do orçamento do mês. 

“É importante saber qual é a dívida que oferece maior risco, ou seja, aquelas ligadas a necessidades básicas e que não podem ficar atrasadas, como luz, água, condomínio e aluguel”, disse.

  • Reserva de emergência 

As pessoas que estão livres de dívidas podem voltar as atenções aos investimentos. “O ideal é investir esse dinheiro de acordo com os seus objetivos. Por exemplo, no caso de quem está montando sua reserva de emergência, deve-se aplicar o dinheiro em investimentos de renda fixa de baixo risco e com liquidez diária”, exemplifica o consultor financeiro.

“A taxa de juros de hoje torna bastante propício investir nesse momento, além disso, ela pode subir ainda mais para controlar a inflação”, disse ainda Azzoni. 

Para o FGTS, a quantia de R$ 1.000, que rende a 3% ao ano, traria um rendimento de apenas R$ 30. Uma boa alternativa é o Tesouro Selic, que rende 11,75% ao ano. Desta forma, a quantia em 12 meses estará em R$ 1.117,50.

  • Investimentos mais arriscados

Quem não tem dívidas e já mantém uma reserva de emergência pode arriscar em investimentos de maior risco. De acordo com Samuel Torres existe a opção de “abrir mão de liquidez para, potencialmente, obter maiores retornos, investindo, por exemplo, em títulos de renda fixa com data de vencimento mais longa, fundos imobiliários e ações”.

  • Cuidado para não gastar o dinheiro extra

Não é uma boa estratégia sair comprando tudo com este dinheiro extra. Alessandro alerta que os preços altos estão corroendo o poder de compra dos consumidores.

“Não é indicado gastar com bens de consumo sem necessidade, não é indicado sacar o dinheiro e sair comprando, ainda mais em meio ao nosso cenário inflacionário. Planeje um consumo consciente e gastos comedidos”, finaliza o economista.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.