Ministro da saúde decreta fim da emergência da Covid; confira o que muda para o trabalhador

Pandemia do novo coronavírus é minimizada pelo Governo Federal. Ainda que a Organização Mundial de Saúde (OMS) esteja reforçando os debates sobre cuidados e precauções com relação a covid-19, o Ministério da Saúde brasileiro informou que irá decretar o fim do estado de emergência sanitária nacional. Abaixo, entenda o que muda com essa decisão.

Vivenciando a pandemia desde fevereiro de 2020, o Brasil está entre os países com os maiores índices de contágio. Foram mais de 18 milhões de pessoas mortas. Somente no último domingo (17), registrou-se 2.243 casos. No entanto, o Governo Federal irá decretar o fim do estado de emergência sanitária.

Pronunciamento do Ministério da Saúde

Em coletiva de imprensa realizada durante o último final de semana, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou que foi encerrado o decreto de estado de emergência sanitária. De acordo com ele, não há mais necessidade de manter esse posicionamento, uma vez em que os casos estão diminuindo.

Com relação as mudanças das medidas de contenção e prevenção, o ministro informou apenas que em breve serão divulgadas as mudanças. Até o momento ainda não há detalhes sobre qual será o novo protocolo para vivencia social.

De acordo com Queiroga, ainda será editado “nos próximos dias” um “ato normativo” que explicará exatamente quais serão as medidas adaptadas após o fim da declaração.

“É necessário que haja uma transição para que não tenhamos prejuízo na assistência à saúde. Quero frisar que nenhuma política pública de saúde será interrompida. Nenhuma, absolutamente nenhuma, até porque todas elas foram instituídas pelo governo federal por intermédio do Ministério da Saúde”, disse o ministro.

Porque adotar o fim do estado de emergência?

O gestor falou que a alta taxa de vacinação justifica a decisão de amenizar os controles da pandemia. Em sua fala, pontuou que cerca de 73% da população já está vacinada. É válido ressaltar que em março ele havia dito que esperaria os seguintes fatores para tomar tal decisão:

  • Cenário epidemiológico favorável, com queda nos casos e mortes
  • Estrutura do sistema hospitalar, principalmente das UTIs desafogadas
  • Acesso a medicamentos eficazes contra a Covid-19 na fase inicial

 

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestra em ciências da linguagem pela Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo na mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.