Quanto custa criar um filho no Brasil? Levantamento responde; confira

De acordo com uma projeção feita pelo Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, baseado nos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2030, cada mulher deverá ter somente 1,5 filho no Brasil. No início deste século, a taxa de fecundidade era de 2,38.

Esta tendência de casais sem filhos vem crescendo, como também a de pessoas que decidiram morar sozinhas. O levantamento mais recente do IBGE a respeito das famílias, quase 20% dos casais decidiram não ter filhos. O órgão atribui esta queda à modernização das relações sociais, aumento do nível de escolaridade e na presença das mulheres no mercado de trabalho.

Outro ponto importante que é considerado é o custo de vida elevado, especialmente nos grandes centros. Uma pesquisa do Instituto Ipsos, 73% dos brasileiros indicam que suas despesas cresceram no segundo semestre do ano passado.

Quanto custa ter um filho no Brasil 

Os gastos para criar um filho em nosso país varia de acordo com a renda de cada família. Normalmente, em casas com poder aquisitivo mais baixo, as crianças frequentam escolas públicas.

Segundo o cálculo de Ricardo Hiraki, sócio-diretor da Plano, fintech de educação financeira feito para o E-Investidor, uma família com renda superior a R$15 mil nas cidades mais caras, reserva de 20% a 30% da renda para a criação dos filhos.

“É comum as crianças frequentarem escolas de alto padrão e aulas extracurriculares, além de terem convênio médico e gastos com serviços”, disse.

Considerando esta realidade, o custo por mês pode passar dos R$ 3 mil e o investimento no filho do nascimento até os 18 anos de idade é superior que R$ 650 mil.

Em classes com maior poder aquisitivo, o percentual relacionado com a renda familiar total é mais baixo, porém os valores gastos são significativamente maiores, ao passo que  nas famílias com menor renda o custo absoluto é menor, no entanto, o peso no orçamento é proporcionalmente mais alto.

Ricardo diz ainda que como forma de diminuir os gastos com a criação dos filhos, em geral os pais abrem mão de serviços, como atividades extracurriculares, entre outra coisas.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.