Construtoras criam novas estratégias para democratizar investimentos; conheça

Tradicionalmente, o mercado imobiliário é visto como um dos mais sólidos e resilientes do país. Durante estes dois últimos anos de pandemia, ele conseguiu se recuperar de maneira mais rápida do que outros mercados, como o de alimentação e serviços.

Os números obtidos no último ano mostraram esta realidade: de acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), os lançamentos avançaram 25,9% em relação a 2020, chegando a 265.678 unidades. No mesmo período, as vendas cresceram 12,8%, para 261.443 unidades.

Mas, diante dos juros e da inflação em alta, somente segurança não é o bastante. É necessário ligar esse fator com uma taxa de lucro que consiga superar a perda de valor da moeda, caso contrário o investidor terá seu patrimônio corroído.

Nesse sentido, as cotas de empreendimento imobiliário se mostram uma excelente  alternativa para este ano, pois conseguem aliar a segurança do mercado imobiliário com rentabilidades anuais que ficam entre 16% e 24%, porcentagem bem acima dos 10% registrados pela inflação em 2021, e de opções como compra e aluguel de imóveis.

O que são estas cotas? Ao iniciar uma obra, é necessário capital para comprar materiais, o terreno, bancar custos de projeto, pagar a mão de obra, e outras coisas. Uma das maneiras de levantar esse dinheiro é através de financiamento bancário.

No entanto, a burocracia exigida pelas instituições faz com que os recursos custem a ser liberados e seu tempo não bata com o timing das obras. Como forma de acelerar o processo, as empresas vão atrás de cotas de empreendimento.

Através destas cotas, dinheiro cedido por investidores entra de forma rápida na conta da construtora, que pode assim iniciar aos trabalhos e mantê-los até que os recursos dos bancos fiquem acessíveis.

Desta forma, elas são a forma pela qual uma construtora consegue capitar recursos junto a pessoas físicas para dar início a uma obra, oferecendo em troca uma valorização anual de 16% a 24% sobre o capital investido.

Mas, apesar de as cotas de empreendimento serem muito lucrativas, elas ainda não são muito conhecidas. Para facilitar a gestão, as construtoras ofereciam poucas cotas para um pequeno número  de pessoas, mantendo foco em um grupo seleto de investidores capaz de fazer grandes aportes.

Isso, no entanto, vem mudando nos últimos tempos. Se antes elas se restringiam a milionários, hoje, felizmente, já é possível encontrar opções de investimento a partir de R$ 50 mil.

Reduzindo os valores mínimos de investimento, o mercado imobiliário consegue  democratizar o acesso e permite que investidores comuns tenham as mesmas oportunidades dos grandes tubarões do mercado.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.