Vai parar tudo? Greve dos servidores do Banco Central pode impossibilitar criação de chavex Pix

Nesta sexta, 1º de abril, o Sinal (Sindicato Nacional de Funcionários do Banco Central) sinalizou que a greve dos servidores da categoria irá impossibilitar a criação de novas chaves PIX em todas as instituições financeiras do Brasil.

Os servidores reivindicam um reajuste salarial de 26,6%, ao passo que o governo federal fala sobre um possível aumento somente para os policiais. Os analistas do Banco Central recebem um salário que varia entre R$R$ 19.197,06 a R$ 27.369,67 ao mês.

“Não vamos parar o Pix. Ninguém vai apertar um botão vermelho ou tirar da tomada a operação. Mas o entorno vai ser atingido: o cadastramento de novas chaves, o monitoramento, a manutenção. Essas coisas, os servidores vão parar. Este é o prejuízo que pode acontecer. Por isso, será preciso interromper parcialmente, em alguns momentos, o Pix”, disse Fábio Faiad, presidente do Sinal ao UOL.

Fábio concedeu uma entrevista ao portal Arko Advice onde apontou outros reflexos da paralisação, como no atendimento ao púbico: “Não iremos paralisar completamente o sistema de transferência porque temos responsabilidade com a população, mas o cadastramento de novas chaves do Pix ficará indisponível, o atendimento ao público para tirar dúvidas sobre o Pix também não irá ocorrer durante a greve”, explicou.

Pressão 

Os servidores do BC já vinham pressionando o governo para obter os reajustes de salário e a restruturação da carreira. Para isso, eles vinham trabalhando com operação padrão, paralisando as atividades em horários específicos.

A greve foi aprovada na última segunda, 28,  por mais de 90% dos participantes de uma assembleia feita na ocasião e que reuniu 1,3 mil dos 3,4 mil funcionários da ativa.

Plano para mitigar efeitos da greve 

O BC disse nesta quinta, 31, através de nota, que reconhece o direito a manifestação dos servidores e que confia que eles irão cumprir com os deveres assumidos com a instituição e com a sociedade.

Por fim, foi dito ainda que existem planos para “manter o funcionamento dos sistemas críticos para a população, os mercados e as operações das instituições reguladas, tais como STR (Sistema de Transferência de Reservas), Pix, Selic, entre outros”.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.