Pior da inflação ainda não chegou? Presidente do Banco Central diz quando deve ser o pico

Nesta quarta-feira (23), o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que o pior da inflação, em 12 meses, será em abril. A partir de então, o presidente estima que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve recuar.

Pior da inflação ainda não chegou? Presidente do Banco Central diz quando deve ser o pico
Pior da inflação ainda não chegou? Presidente do Banco Central diz quando deve ser o pico (Imagem: Montagem/FDR)

“Falando em inflação brasileira, vamos chegar no pico em abril e voltar a cair”, declara Campos Neto. A afirmação foi realizada em evento realizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Segundo o presidente do BC, a inflação de abril deve ser acima do previsto pela autoridade monetária. “A gente estima que o número [de inflação] de curto prazo seja um pouco mais alto do que a gente tinha imaginado anteriormente, do próximo mês”, declara.

Segundo economistas consultados pelo Banco Central no Boletim Focus, a inflação deve aumentar 0,99% em março, e 0,88% em abril. Já para maio, os analistas de mercado estimam uma deflação de 0,20%.

No entendimento do executivo, globalmente, existe uma percepção de que a inflação é temporária. Em tese, no entanto, ela já contaminou os núcleos. Diante disso, Campos Neto alega que o grande desafio “é fazer política monetária em um ambiente com tanta incerteza”.

Apesar da guerra entre Rússia e Ucrânia, o presidente do BC tem boas expectativas para o Brasil. Isso porque o investimento estrangeiro tem vindo para o Ocidente. Assim, o país poderá aproveitar as chances no mercado mundial.

Brasil atinge o pior da inflação em fevereiro desde 2015

Em fevereiro, a inflação do país registrou aumento de 1,01%, segundo informado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta foi a maior taxa para um mês de fevereiro desde 2015.

Já no acumulado dos últimos 12 meses até fevereiro, o índice chegou a a 10,54%. Este nível está acima do centro da meta de inflação para este ano, de 3,5% ao ano.

Para controlar a inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central vem aumentando a taxa Selic. A taxa básica de juros está no ciclo de alta desde março do ano passado. A Selic saiu da mínima histórica, de 2% ao ano, para os atuais 11,75% ao ano.

A autoridade monetária já indicou que a taxa de juros deve seguir em alta. O cenário de inflação tem se intensificado por conta da guerra na Ucrânia e aumento nos preços de alimentos e combustíveis.

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Silvio Souza
Silvio Suehiro Souza é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Desde 2019 dedica-se à redação do portal FDR, onde tem acumulado experiência e vasto conhecimento na área ligada a economia, finanças e investimentos. Além disso, Silvio produz análises sobre produtos e serviços financeiros, sempre prezando pela imparcialidade e informações confiáveis.