Descubra como a alta da Selic pode influenciar o mercado imobiliário

Na semana passada, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, elevou a taxa básica de juros Selic de 10,75% para 11,75% ao ano. Esta novo patamar da taxa configurou o nono aumento consecutivo da Selic e a instituição já projeta um novo aumento no mês de maio. O mercado imobiliário é um dos atingidos por este aumento, uma vez que os juros de financiamento e certos tipos de fundos podem sentir os reflexos.

As alegações centrais do comitê para justificar o aumento da taxa são a guerra entre a Rússia e Ucrânia, que traz incertezas sobre às condições econômicas do mundo e também a própria inflação, uma vez que os estudos permanecem sinalizando que as variações não estão adequadas com o cumprimento da meta para o final de 2022. As projeções de inflação para 2022 e 2023 estão girando em torno de 6,4% e 3,7%, respectivamente, segundo a pesquisa Focus.

Embora o desempenho mais animador das contas públicas, com o Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre do último ano ter ficado acima do projetado, o Copom avalia que o cenário incerto ante à estrutura fiscal deixa o risco alto de as projeções de inflação se mostrarem erradas. Mesmo com isso, o comitê acredita que este risco está sendo incorporado de forma parcial nas expectativas de inflação e preços de ativos usados em seus modelos.

A taxa Selic dentro do universo imobiliário está diretamente relacionada às taxas de juros dos financiamentos e da atratividade relacionada dos móveis ante aos investimentos financeiros.

“O custo do funding do crédito é afetado pela variação da Selic. Assim, o aumento da taxa pelo Banco Central é contracionista para a economia em geral. Aqui na Apê11 estamos em um contexto de crescimento muito elevado em função da nossa experiência diferenciada para o cliente, e seguimos otimistas quanto ao nosso desempenho em 2022”, disse Leonardo Azevedo, cofundador e presidente da startup Apê11, empresa coligada do Banco Santander.

Mesmo com o cenário atual da Selic, alguns bancos recentemente diminuiriam os juros de financiamento imobiliário, como o Santander, por exemplo. O banco anunciou a diminuição de 9,99% para 9,49% mais a TR. Com o patamar atual da Selic, há mudança no cálculo do rendimento da caderneta de poupança, que é a principal fonte (funding) para o crédito imobiliário.

“No caso da compra de um imóvel para morar por meio de financiamento, é sempre interessante pesquisar o Custo Efetivo Total de cada banco, já que há outras condições no contrato que precisam ser levadas em consideração”, explicou Leonardo.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.