Governo pode gastar R$ 27 bilhões para subsidiar combustíveis; entenda como vai funcionar

Governo Federal apresenta proposta de subsídio para os combustíveis. Nessa terça-feira (08), ministros e demais representantes políticos se reuniram para debater sobre o valor da gasolina. A medida pode custar cerca de R$ 27 bilhões para os cofres públicos. Entenda os detalhes.

Governo pode gastar R$ 27 bilhões para subsidiar combustíveis; entenda como vai funcionar (Imagem: FDR)
Governo pode gastar R$ 27 bilhões para subsidiar combustíveis; entenda como vai funcionar (Imagem: FDR)

O valor dos combustíveis está em debate entre os parlamentares. Diante dos conflitos da Rússia com a Ucrânia e também dos desdobramentos da inflação, a população vem pagando cada vez mais caro pela gasolina. Tentando minimizar esse cenário, o governo pretende subsidiar US$ 95 o barril de petróleo.

Governo avalia novas propostas para o combustível

De acordo com as informações divulgadas até o momento, a ideia do projeto é criar um subsídio a partir de um gatilho de US$ 95 o barril de petróleo. Com isso, o governo deve custear R$ 300 milhões por ponto percentual. Atualmente, o preço do barril está em aproximadamente US$ 130.

É válido ressaltar que há 55 dias a Petrobras não faz reajustes no valor da gasolina. No entanto, com os eventos internacionais, espera-se que o preço aumente consideravelmente nos próximos dias.

A reunião para decisão da medida aconteceu na tarde dessa terça-feira (08) e não apresentou uma resolução final. Ao lado do ministro da economia, Paulo Guedes, estavam os ministros Ciro Nogueira (Casa Civil), Bento Albuquerque (Minas e Energia), além dos presidentes do Banco Central, Roberto Campos Neto, e da Petrobras, general Silva e Luna.

A expectativa é de que o projeto seja aprovado após uma notação que acontecerá na tarde desta quarta-feira (09). Os políticos avaliarão ainda a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Bolsonaro se recusa a debater sobre medidas preventivas

Ainda que o país possa ser afetado pelo conflito entre Ucrânia e Rússia, o presidente Jair Bolsonaro vem demonstrando que não irá adotar medidas pra minimizar os impactos econômicos.

Em entrevista recente, ele alegou que não há necessidade de lançar propostas com relação a gasolina e demais combustíveis. “Não vou interferir, vai continuar este preço de gasolina. Temos que discutir o ICMS do combustível porque incide na bomba”, disse.

“Em anos eleitorais algumas propostas têm dificuldade de irem para frente. Apoiamos a reforma administrativa, a privatização dos Correios está na iminência de sair”, afirmou Bolsonaro.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestra em ciências da linguagem pela Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo na mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.