Maior banco da Rússia anuncia saída da Europa

Nesta quarta-feira (2), o Sberbank, maior banco da Rússia, anunciou a saída do mercado europeu. A decisão acontece após sanções internacionais aplicadas pelo Ocidente, decorrente da invasão à Ucrânia pela Rússia. O Sberbank é controlado pelo governo russo, que possui mais de 50% das ações.

Em comunicado, a porta-voz do Sberbank, Polina Trizonova, declarou que a subsidiária do banco na Suíça não será impactada pela medida. Sendo assim, essa subsidiária segue funcionando normalmente.

O principal banco da Rússia possui clientes em 18 países — incluindo operações nos Estados Unidos, Europa, China e Índia. No entanto, países da Europa e EUA aplicando um conjunto de sanções contra a Rússia e companhias do país, por conta da invasão à Ucrânia.

Dentre as punições aplicadas, está o congelamento de ativos do Banco Central da Rússia no Ocidente — de modo a impossibilitar que o país use suas reservas em moedas estrangeira — e o corte de bancos russos da rede internacional de pagamentos Swift.

Por conta do cenário adverso para as companhias russas, o Banco Central da Rússia decidiu fechar a Bolsa de Moscou. As negociações de títulos estão suspensas desde segunda-feira (28).

O Banco da Rússia alegou que irá rever a decisão nesta quinta-feira (3). A decisão de fechar a Bolsa de Valores acontece após o rublo despencar. A moeda local atingiu nova mínima recorde de 110 por dólar, em Moscou, nesta quarta-feira (2).

Subsidiárias do maior banco da Rússia estão falindo

Nesta segunda, o Banco Central Europeu (BCE) informou que filiais europeias do Sberbank podem falir, devido ao “impacto reputacional das tensões políticas”.

A declaração vale para três entidades sob sua supervisão direta. São estas: Sberbank Europe AG, sediada na Áustria, e as filiais na Eslovênia e Croácia. Segundo o BCE, as filiais “estão falindo ou podem falir devido a uma deterioração de sua situação de liquidez”.

A avaliação do BCE aconteceu após estabelecer que, em um futuro próximo, o banco possivelmente não conseguirá pagar suas dívidas, ou outras obrigações, ao passo que elas vencerem.

O Banco Central Europeu ainda disse que não existe medidas disponíveis com uma possibilidade realista de restaurar essa posição em nível de grupo — e nas subsidiárias dentro do banco.

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Silvio Souza
Silvio Suehiro Souza é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Desde 2019 dedica-se à redação do portal FDR, onde tem acumulado experiência e vasto conhecimento na área ligada a economia, finanças e investimentos. Além disso, Silvio produz análises sobre produtos e serviços financeiros, sempre prezando pela imparcialidade e informações confiáveis.