Cheques ainda são importantes para parte da economia brasileira

No contexto atual, com um mundo cada vez mais digital e com soluções rápidas de pagamento, parece estranho ainda falar sobre o cheque. Porém, esta antiga forma de pagamento ainda é usada na economia do país. Ele é usado no comércio como uma maneira de atender a população maia velha.

A pandemia e a presença do PIX aceleraram a queda do espaço do cheque que vem sendo reduzido desde a estabilização da economia. A iniciativa do BC (Banco Central) de democratizar as formas de pagamento e mitigar os custos bancários trouxe resultados positivos. O PIX, lançado em novembro de 2020, já é um sucesso. 

Em seu primeiro ano, foram efetuadas 7 bilhões de transações, movimentando um montante de R$ 4 trilhões. Desde sua implantação, a solução de pagamentos do BC viu sua aprovação subir de 76% para 85%, com a adesão de 71% dos brasileiros, de acordo com a última edição do boletim Radar Febraban.

Porém, mesmo diante de tudo isso, o cheque criado em 1845 está se mantendo firme, mas, seu terreno vem sendo reduzido. Em 1995, logo após a estabilização da economia com o Plano Real, foram compensados 3,3 bilhões de cheques. Já no último ano, esse número caiu para 218,9 milhões, uma queda de 23,7% ante 2020, de acordo com  o Serviço de Compensação de Cheques (Compe), prestadora deste tipo de serviço operada pelo Banco do Brasil.

Existem algumas razões que podem explicar a presença do cheque atualmente. Uma delas é a extensão territorial do país e a diversidade da população. Os pagamentos de forma digital são dominantes nos grandes centros. 

Já em locais menos urbanizados, com tecnologia ainda deficiente e a falta de cultura atrasam este crescimento. “Quando surge uma nova tecnologia, ela não apaga as demais. Modalidades diferentes de pagamentos tendem a coexistir. Se não fosse assim, o fiado e o crediário não existiriam mais”, explicou a CEO do bureau de crédito proScore, Mellissa Penteado ao IstoÉ.

Em sua visão, o PIX é uma grande evolução tecnológica, porém, isso não segura que ele seja feito de maneira automática. Ela da como exemplos a infra-estrutura deficiente em algumas regiões do país e o receio da população mais velha a respeito de golpes e fraudes.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.