Após polêmicas, Monark agora está proibido de ganhar dinheiro com o Youtube

Após inúmeras polêmicas, Monark está agora proibido de ganhar dinheiro com o YouTube e afirma “Querem me destruir”. A medida da plataforma acontece após escândalo de apologia ao nazismo envolvendo o podcaster.

Recentemente falas do podcaster Bruno Aiub, 31, conhecido como Monark, em que era defendido o direito de se ter um partido nazista no Brasil, viraram assunto na internet. A repercussão negativa logo ocasionou no desligamento de Monark do podcast Flow, do qual era sócio. 

No último dia 7 de fevereiro, o Flow Podcast recebia os deputados federais Tábata Amaral (PSB) e Kim Kataguiri (Podemos), quando Monark soltou as seguintes falas “a esquerda radical tem muito mais espaço do que a direita radical”, “eu acho que o nazista tinha que ter o partido nazista reconhecido pela lei”, “se o cara quiser ser um antijudeu, eu acho que ele tinha direito de ser”. No dia seguinte, a repercussão negativa resultou na perda de patrocinadores e Monark foi desligado dos Estúdios Flow.

YouTube veta monetização 

O YouTube também tomou uma atitude para repreender o ato e suspendeu a monetização do canal de Monark. A plataforma ainda o proibiu de criar um novo canal para burlar a suspensão. A medida vale por tempo indeterminado. Sobre o assunto, Monark foi até o Twitter na última sexta-feira (18) e escreveu: “Estou sofrendo perseguição política. Eles me proibiram de criar um novo canal para poder continuar minha vida, pessoas poderosas querem me destruir. Liberdade de expressão morreu”.

O ex-Flow publicou ainda a mensagem que recebeu do YouTube que dizia “Desta forma, preocupam-nos as recentes declarações relacionadas ao nazismo em um dos seus canais, que podem causar danos significativos à comunidade e que, além disso, violam nossas políticas de Responsabilidade do Criador de Conteúdo”.

Vídeo de apelo 

Por meio de vídeo, Monark pede ajuda de seus seguidores, afirmando reconhecer que seus comentários com relação ao nazismo foram infelizes, mas que já sofreu as consequências do seu ato “infelizes sim, mas de maneira alguma foram mal-intencionados ou defenderam ideologia extremista”. E completa “eu sofri as consequências, sai do Flow, perdi meu programa, eu pedi desculpas várias vezes, mas não acabam as retaliações”, “eu preciso da ajuda de vocês, porque isso não é justo […] Estão literalmente tentando acabar e aniquilar com a minha vida”.

O que diz a lei brasileira?

No Brasil, a Lei do Racismo, n° 7.716/89, configura crime o ato de “fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo”.

A lei não é clara quanto a criminalização de atitudes como saudação nazista, defesa da existência de um partido nazista ou antissemitismo. Entretanto, a prática de tais atos já foram antes judicialmente condenadas no Brasil, visto que o nazismo tem base em condutas de intolerância e racismo.

 

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Hannah Aragão
Hannah Aragão é graduanda em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco, a UFPE. Atuou em diversas áreas da comunicação, passando por assessoria, endo marketing, comunicação estratégica e jornalismo impresso. Atualmente, se dedica ao jornalismo online na produção de matérias para o portal FDR.