Governo avalia reduzir imposto; saiba quem poderá ser beneficiado

Equipe economia avalia mudanças no sistema tributário. Nessa semana, o ministro Paulo Guedes informou que estuda reduzir em até 25% o valor da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A proposta vem sendo debatida entre integrantes públicos, mas objetiva estimular as atividades econômicas. Entenda.

Governo avalia reduzir imposto; saiba quem poderá ser beneficiado (Imagem: FDR)
Governo avalia reduzir imposto; saiba quem poderá ser beneficiado (Imagem: FDR)

Diante do atual cenário de crise econômica, o governo federal parece buscar por alternativas para garantir a rotatividade do mercado. O ministro da economia, Paulo Guedes, informou que pretende reduzir a alíquota do IPI para movimentar o setor produtivo e baratear o valor dos produtos e modo que estimulo o consumidor final.

O que Guedes deseja com a redução do imposto

Durante um evento em São Paulo, o chefe da pasta econômica afirmou que está conversando com o presidente da Câmara para atualizar as taxações tributárias. De acordo com ele, a redução dos impostos nacionais poderá garantir o desenvolvimento financeiro do país.

Estamos preparando um movimento com o apoio do presidente da Câmara [o deputado Arthur Lira (PP-AL)]; do ministro da Casa Civil [Ciro Nogueira] e, principalmente, do presidente da República [Jair Bolsonaro]”, disse o ministro.

Entre os segmentos que já são beneficiados, Guedes enfatizou a agricultura, alegando que para esses produtores o desempenho de venda e circulação no mercado é melhor devido a não taxação.

“Veja que a agricultura está voando porque ela não tem o imposto sobre produto agrícola, o IPA. Agora, a indústria brasileira está sofrendo, nas últimas três, quatro décadas, impostos altos, juros altos e encargos trabalhistas excessivos. Temos que atacar essas três questões, e vamos fazer um primeiro movimento agora, reduzindo 25% do IPI. É um movimento de reindustrialização do Brasil“, declarou.

“Já que a arrecadação [com impostos] subiu fortemente, temos esses recursos que íamos investir na Reforma Tributária que empacou no Senado, o [Poder] Executivo pode dizer que o excesso de arrecadação não é para inchar a máquina [pública] de novo e que preferimos transferir este ganho de arrecadação na forma de redução de impostos para milhões de brasileiros, para todo mundo”, concluiu.

Até o momento, ainda não se sabe o prazo de implementação da proposta.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestra em ciências da linguagem pela Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo na mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.