Open Finance: mais de 231 milhões de interações ocorreram em menos de 12 meses

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) informou que o Open Finance ou Open Banking, já registrou 231,1 milhões de chamadas bem-sucedidas entre os participantes para o compartilhamento de dados, desde o seu lançamento. A avaliação da federação é que o trabalho realizado até agora está dentro do projetado pelas instituições, considerando a grande complexidade do projeto.

“O setor bancário está contribuindo proativamente com a implantação do projeto no Brasil em um tempo recorde de implementação e com escopo maior do que o observado em outros países”, avaliou Isaac Sidney, presidente da Febraban.

Na visão da federação, as quatro fases implementadas do Open Finance no país neste primeiro ano, não tiveram problemas estruturais ou impasses envolvendo questões legais. A Febraban considera que este ano ficará marcado pela consolidação total do sistema e pela estabilização das APIs para que novos serviços e produtos financeiros sejam elaborados e ofertados aos clientes.

A largada na implementação do Open Finance aconteceu no dia 1º de novembro de 2021, quando se iniciou o compartilhamento de informações sobre seus canais de atendimento. 

Na primeira fase também foram inseridos os dados e características dos produtos e serviços oferecidos, como, tipos de contas, empréstimos e financiamentos que cada um dos participantes oferece a seus usuários.

A segunda etapa, por sua vez, foi implementada de forma gradual a partir de 13 de agosto. Na primeira fase, as instituições iniciaram as trocas de informações cadastrais dos clientes, como endereço, renda e dados pessoais. Já na segunda fase, começaram a troca de informações ligadas a contas de movimentação, seguido do intercâmbio de informações de operações de crédito e de cartões de crédito.

Através deste sistema, os clientes passam a ter a posse de seus dados bancários podendo os compartilhar com qualquer instituição que desejar, podendo escolher ainda quais dados quer que seja compartilhado.

Após a expressa autorização do cliente, informações como nome, endereço, e CPF, assim como dados de movimentação financeira, como informações sobre contas e operações de crédito, como empréstimos e financiamentos, poderão ser compartilhados. A partir desta autorização, as instituições poderão oferecer propostas de serviços que mais se encaixem na realidade de cada cliente.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.