Bitcoin: El Salvador é o primeiro país a reconhecer a cripto como moeda corrente; entenda

Pontos-chave
  • O bitcoin está cada vez mais presente;
  • Por conta disso, El Savador decidiu que a moeda será concorrente no país;
  • A bitcoin é uma moeda digital

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele,anunciou que o Bitcoin será reconhecida como uma moeda concorrente no país. Essa novidade se tornou pública após maioria do congresso salvadorenho aprovar um projeto de lei.

Porém, isso muda muito pouco o dia-a-dia da vida real. O dólar continua sendo a principal moeda oficial do país e permanecerá em curso legal. 

Porém, o Bitcoin será um ativo digital reconhecido pelo Estado e terá o mesmo peso do dólar para transações virtuais.

Essa novidade faz com que El Salvador se torne o primeiro país da América Central a adotar o Bitcoin como moeda corrente, segundo o Portal do Bictoin. 

Esse projeto teve amplo apoio da classe política salvadorenha. O deputado Chris Guevara, por exemplo, afirma que a Lei Bitcoin é uma das mais importantes do país na atualidade.

Um dos benefícios do projeto de lei é a modernização da economia salvadorenha. 

Atualmente, 70% da população de El Salvador não possui uma conta em um banco. Para a classe política, a mudança abrirá novas oportunidades para os salvadorenhos e ajudará a gerar empregos e inclusão financeira para pessoas que são excluídas da economia formal.

Ainda não há informações sobre os impostos sobre os bitcoins. Na Indonésia, por exemplo, o Bitcoin e outras criptomoedas podem ser usados apenas como commodities, e o governo local cogita taxar todas as criptomoedas.

O que são bitcoins?

O Bitcoin é uma moeda,que pode ser usado para transações, compra e venda pela internet. A moeda circula exclusivamente na forma digital e é descentralizada, ou seja, não existe de forma física e não é controlada por nenhum país, governo ou banco central. 

Criado em 2009 por um ou mais programadores, conhecidos apenas pelo pseudônimo de Satoshi Nakamoto, o bitcoin tinha o objetivo de descomplicar as negociações na internet. E é assim mesmo que elas acontecem: diretamente entre as duas partes envolvidas, sem a necessidade de intermediação de terceiros, como bancos, por exemplo.  

Como funciona o Bitcoin?

A moeda é representada por um código complexo que ninguém consegue alterar. Então, quando alguém compra um bitcoin, é esse código que a pessoa está comprando. 

As negociações com a moeda acontecem através da Blockchain, uma rede segura que funciona com criptografia. Daí o termo criptomoeda, ou criptoativo. 

A criptografia é uma forma de embaralhar as informações, de forma que só quem tem uma chave específica pode decifrar o conteúdo. Ou seja, só quem comprou e quem vendeu consegue ter acesso.

Na Blockchain, todas as transações já realizadas ficam armazenadas, e as futuras negociações são controladas, protegendo o sistema de fraudes. O registro e a validação dessas negociações são feitos por pessoas que usam computadores específicos, super potentes, para checar se está tudo certo com as duas partes da negociação. A recompensa por essa mediação é nada mais, nada menos, que unidades de bitcoins.

O bitcoin tem unidades limitadas: são até 21 milhões de moedas, lançadas pouco a pouco.

Pensando em uma transação como se ela fosse um metal precioso, protegido por uma equação matemática gigantesca: Só o primeiro que conseguir, por meio de milhões de cálculos, resolver essa equação, é recompensado com bitcoins. Por isso, esse processo é chamado de mineração.

Assim, Minerar bitcoins pode parecer interessante, mas necessita de investimento alto e muito tempo, uma vez que os computadores específicos para mineração custam caro. Essa é só uma das formas de ter bitcoin como parte dos investimentos. Existem também outros produtos e outras criptomoedas no mercado.

Como investir em bitcoin?

Além de realizar a  mineração ou comprar bitcoin em uma casa especializada, os investidores podem colocar dinheiro na moeda por meio de fundos e de ETFs.

Fundos de Investimento em criptomoedas

Para diversificar a carteira, alguns fundos investem em mais de uma criptomoeda. As mais conhecidas são Ethereum, Tether, Litecoin, Bitcoin Cash e Bitcoin SV. 

É importante destacar que os investimentos em bitcoin apresentam de média a alta volatilidade, sendo ideal para investidores que tenham maior aceitação ao risco.

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Jheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Há dois anos é redatora do portal FDR, onde acumula bastante experiência em produção de notícias sobre economia popular e finanças.