Uber Eats: Entregadores temem prejuízo com o fim do serviço de delivery

No dia 07 de março, a empresa de delivery de comida de restaurantes, Uber Eats, irá parar os serviços no Brasil. Diante disso, pessoas que trabalham com essa ferramenta estão preocupados com a falta de trabalho.

O Uber Eats é uma plataforma de entrega de refeições e alimentos online. Essa ferramenta fazia originalmente parte do serviço de motorista do Uber, mas depois se tornou um aplicativo e um serviço autônomo.

O Uber Eats foi criada em 2014 e chegou ao Brasil no final de 2016. Desde então, muitas pessoas passaram a usar a ferramenta para a compra de alimentos. Além disso, muitos trabalhadores firam no serviço uma oportunidade de conseguir uma renda extra.

Com o crescimento do Uber Eats no Brasil, muitos desses trabalhadores passaram a ter no serviço de delivery a única fonte de renda. Porém, a empresa anunciou que o serviço de entrega de comida de restaurantes irá ser encerrado no dia 07 de março.

Assim, a empresa continuará com o serviço de supermercados e pacotes. Diante disso, os trabalhadores passaram a migrar para outras empresas de delivery, como a principal concorrente, o iFood.

O Uber Eats paga, em média, R$ 5 por pedido feito, independente da distância. Em nota, a empresa afirmou que o valor repassado aos parceiros varia, conforme diversos fatores: cidade, engajamento, horário, movimento e distância.

Os entregadores utilizam as mais diversas formas para chegar com a encomenda, como bicicleta, trem, moto ou carro. Assim como outras empresas do ramo, esta não oferece benefícios aos entregadores.

Sendo assim, esses precisam arcar com as despesas geradas para a entrega e, em caso de acidente, com os remédios e tratamentos. Além disso, para poder fazer parte do time de parceiros é preciso adquirir a mochila com o logotipo da empresa que custa R$ 85.

O cadastro para ser entregador é gratuito e sem burocracias, bastando apenas criar uma conta, inserir os números dos documentos solicitados e enviar fotos dos mesmos. Aqueles que registrarem Carteira Nacional de Habilitação precisam enviar a foto do documento.

Por fim, a empresa pede que o parceiro tire uma selfie que servirá de identificação na plataforma. Após esse cadastro, a aprovação ocorre, em média, em uma semana e o entregador já pode começar a trabalhar.

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Glaucia Alves
Gláucia Alves é formada em Letras-Inglês pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Atuou na área acadêmica durante 8 anos. Em 2020 começou a trabalhar como corretora de redação. Atualmente, trabalha na equipe do portal FDR, produzindo conteúdo sobre economia e direitos da população brasileira, onde já acumula anos de pesquisa e experiência. Além de realizar consultoria de redação on-line.