Servidores avançam protestos e ameaçam greve! Confira como brasileiros serão afetados

Eles prometeram e cumpriram. Pelo menos 50 categorias de servidores federais fizeram manifestações nesta terça-feira (18) em Brasília. O objetivo foi o mesmo, pedir por reajuste salarial de até 28%. De acordo com dados contabilizados pelo Banco Central (BC), haviam 300 pessoas protestando em frente ao prédio.

Caso houvesse esse reajuste salarial, pelo menos 600 mil servidores públicos seriam beneficiados. Os manifestantes pedem que seja feita a reposição da inflação que ficou acumulada desde o último reajuste.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, admite que desde 2017 80% lidam com perdas inflacionárias. E que outros 20% têm perdas acumuladas desde o ano de 2019.

Por hora, apenas as manifestações estão acontecendo em diferentes pontos. Mas, os servidores não descartam o início de uma greve nacional. O que, de fato, poderia prejudicar todos os brasileiros.

Para se ter uma ideia dos impactos, na tarde de ontem (18), o Ibovespa operava em queda de 0,35%, a 105.999 pontos. O motivo foram as manifestações em Brasília, o que causou ameaça ao mercado financeiro.

Embora as manifestações tenham sido vistas com mais números em Brasília, outros locais como Rio de Janeiro e Recife organizaram protestos mais contidos. Os próprios sindicatos previam que haveria menos adesão devido ao aumento de casos por Covid-19.

Em entrevista à Folha de São Paulo, Ricardo Barros (PP-PR), deputado líder do governo na Câmara, afirmou que o movimento foi “bem fraquinho”. Segundo Barros, “Não [assustou o governo]. Achei fraco!”.

Sem comentários do governo e sua equipe, e após o silêncio do presidente Jair Bolsonaro (PL), os manifestantes planejam uma greve para a segunda semana de fevereiro. 

Por que os servidores federais querem entrar em greve?

Em dezembro de 2021 o governo Bolsonaro confirmou o desejo em reajustar o salário apenas de policiais federais. Seriam beneficiados aqueles pertencentes ao corpo da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Departamento de Penitenciária.

No Orçamento de 2022 o Congresso reservou R$ 1,7 bilhão para que fossem usados neste reajuste. Com a preferência descarada a um único grupo, os demais servidores públicos começaram a reagir.

Desde então, a situação polêmica tem sido uma pedra no sapato do atual governo. Além de Jair Bolsonaro, o ministro Paulo Guedes é alvo direto dos manifestantes.

Como os brasileiros são afetados com a greve?

Quem não trabalha no funcionalismo público deve estar se perguntando o que tem haver com a greve dos servidores. Acredite, enquanto morar no Brasil, ou até mesmo depois disso, tudo o que envolver o governo vai te impactar. 

O mercado financeiro sofrerá forte pressão com uma possível greve. Os protestos já mostraram isso com a queda da Ibovespa.

Além disso, o trabalho desses funcionários são de suma importância para o funcionamento do país. Logo, se eles deixam de trabalhar vários setores serão atingidos.

Nos portos brasileiros, setores de máquinas e equipamentos industriais já têm mostrado preocupação com a paralisação dos funcionários da Receita Federal.

A gente está tentando diálogo com o sindicato e diretamente cada importador com seu núcleo de fiscalização, com os auditores. A gente não tem muito que fazer, é um prejuízo grande em todos os sentidos, financeiro e de tempo. Estamos aguardando uma posição do governo”, disse economista e presidente-executivo da Abimei (Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais), Paulo Castelo Branco em entrevista à CNN.

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Lila Cunha
Lila Cunha é formada em jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Atua como repórter especial para o portal FDR. É responsável por selecionar as informações abordadas e garantir o padrão de qualidade das notícias veiculadas. Além disso, trabalha com apuração de hard news desde 2019, cobrindo o universo econômico em escala nacional.