Tesla vai aceitar pagamentos com Dogecoin, a ‘criptomoeda do meme’; saiba mais

Pontos-chave
  • Dogecoin operou em alta nesta sexta
  • Moeda cresceu 26% em uma semana
  • Tesla começou a aceitar a Dogecoin para compra de itens de merchandising

No universo das criptomoedas, um simples tweet pode significar e mudar muita coisa. Na manhã de hoje, 14, o bitcoin operava em baixa e levou quase todo o mercado junto, com exceção da Dogecoin. Nesta madrugada Elon Musk, escreveu em seu perfil no Twitter que a Tesla começou a aceitar a Dogecoin para compra de itens de merchandising.

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Após esta declaração, a moeda operou na contramão do restante do mercado. Ela operava em alta de 14,64% sendo vendida a US$ 0,1984, de acordo com dados do Coinmarketcap.

A partir desta alta, a moeda passou a apresentar uma valorização de cerca de um quarto no acumulado dos sete dias. A Dogecoin cresceu 26% em uma semana.

Bitcoin 

Fora dos “domínios” de Elon Musk, a situação não é tão favorável. O bitcoin não conseguiu manter um terceiro dia de alta e operou em queda nesta sexta, sendo comercializado a US$42,624. O IPB (índice de Preço do Bitcoin) revelou o ativo sendo vendido a R$237 mil. 

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Um conjunto de fatores parece poder dizer a razão desta queda de força. O primeiro motivo é a revelação de um documento que mostra que o Banco Central do Paquistão decidiu por banir totalmente as criptomoedas do país. 

O Paquistão é o quinto país mais populoso do mundo, com cerca de 200 milhões saindo do mercado. 

Outro fator preocupante que está pairando em cima do setor são os possíveis problemas com a Tether, emissora da stablecoin USDT. A empresa comunicou o congelamento de US$ 160 milhões em USDT na blockchain Ethereum.

É um valor pífio, pois o valor de mercado da maior stablecoin do planeta é de mais de US$ 78 bilhões.

Porém, a Tether foi multada no último ano pela Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) em razão de mentiras sobre ter lastro para todos os tokens que emite e muita conjectura a respeito da solidez real da moeda.

De acordo com a visão do portal Coindesk, o mercado de criptomoedas colou na baixa das empresas de capital aberto na Nasdaq, acompanhando uma onda recente de medo de crescimento de juros. Ontem 13, a bolsa de valores fechou em queda de 2,57%.

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Considerando o acumulado de sete dias do bitcoin, a moeda ainda tem um saldo positivo, com uma alta de 0,2%, mostrando como a alta foi poderosa e o patamar dos US$42 mil parece ainda estar assegurado.

Mercado em baixa 

O Ethereum, segunda maior criptomoeda em valor do mercado, operou em baixa de 2,86%, sendo negociada a US$ 3.267.

O ritmo de desvalorização é a igual entre os ativos mais populares: Binance Coin (-0,84%), Solana (-3,02%), Cardano (-1,70%), XRP (-2,06%), Terra (-3,15%), Avalanche (-5,3%) e Shiba Inu (-2,09%).

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A única exceção fica com o Near Protocol (NEAR), que opera em alta de 6,19%.

Dogecoin

O Dogecoin é uma criptomoeda que surgiu em 2013 como uma “moeda piada”. Sua comunidade on-line se desenvolveu de forma rápida, batendo uma capitalização de US$ 60 milhões em janeiro de 2014.  A moeda tem  como mascote/logo, o meme “Doge”, um cachorro da raça Shiba Inu.

Ao comparar com as demais criptomoedas, a Dogecoin teve um rápido crescimento, obtendo 100 milhões de moedas em circulação até meados de 2015, com um adicional de 5,256 bilhões de moedas todos os anos depois. Em 30 de junho de mesmo ano, 100 bilhões de Dogecoins já haviam sido minerados.

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Diferente de outras cripto deflacionárias que possuem um limite no número de moedas que podem ser produzidas, não existe limite para quantas Dogecoins podem ser produzidas, a tornando uma moeda inflacionária.

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As principais carteiras para armazenar esta criptomoeda são: Ledger Nano S, KeepKey (ambas carteiras de software), Jaxx, Coinomi e a Dogecoin Wallet. A Dogecoin Wallet é a carteira oficial da moeda Dogecoin e tem disponível uma versão leve que é muito rápida a sincronizar.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.