Mercado acredita que Selic irá subir ainda mais; como ficam os investimentos?

O mercado financeiro aumentou a estimativa para a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 2022. Os analistas estimam que a taxa Selic irá subir para 11,75% no final deste ano. Os dados fazem parte do boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (10).

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Mercado acredita que Selic irá subir ainda mais; como ficam os investimentos?
Mercado acredita que Selic irá subir ainda mais; como ficam os investimentos? (Imagem: Montagem/FDR)

No boletim Focus da semana passada, o mercado financeiro estimava que a Selic finalizasse 2022 em 11,50% ao ano.

Há uma expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, aumente a taxa de juros em 1,5 ponto percentual na próxima reunião. O encontro está previsto para acontecer em fevereiro.

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Atualmente, a taxa básica de juros está em 9,25%. Caso a previsão se concretize, a Selic chegará a 10,75% ao ano no próximo mês.

No início do ano passado, a Selic estava na mínima histórica, em 2%. No entanto, desde março, houve um movimento de alta — diante da forte pressão inflacionária. Desde então, foram promovidas sete altas consecutivas.

Mercado prevê que Selic irá subir: Como ficam os investimentos?

A taxa Selic funciona como referência para o mercado financeiro estabelecer outras taxas. A taxa básica de juros impacta diretamente a rentabilidade de diversos investimentos que são atrelados a ela — especialmente os de renda fixa.

Alguns tipos de títulos públicos do Tesouro Direto possuem rentabilidades diretamente ligadas à Selic. O Tesouro Selic é grandemente impactado pela variação dessa taxa de juros.

A poupança também tem relação com a taxa Selic. Com a taxa Selic, possivelmente, em dois dígitos, a caderneta terá rendimento de 0,5% ao mês mais a TR (Taxa Referencial). Essa regra vale para quando a Selic está igual ou acima de 8,5% ao ano — como ocorre atualmente.

Tradicionalmente, o CDI (Certificado de Depósitos Bancários) acompanha a taxa básica de juros. Ele funciona como base para grande parte dos ativos pós-fixados de renda fixa. Entre os exemplos, estão:

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  • Certificado de Depósito Bancário (CDB)
  • Letras de Crédito Imobiliário (LCI)
  • Letras de Crédito do Agronegócio (LCA)
  • Letras de Câmbio (LC)
  • Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI)
  • Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA)
  • Debêntures

Indiretamente, o aumento da Selic ainda pode impactar a renda variável. A taxa de juros maior tende a diminuir a demanda dos investidores por aplicações de risco, como ações.

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Silvio Souza
Silvio Suehiro Souza é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Desde 2019 dedica-se à redação do portal FDR, onde tem acumulado experiência e vasto conhecimento na área ligada a economia, finanças e investimentos. Além disso, Silvio produz análises sobre produtos e serviços financeiros, sempre prezando pela imparcialidade e informações confiáveis.