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Quais foram os piores pregões da história da Bolsa de Valores brasileira?

Por Jheniffer Freitas
9 de janeiro de 2022
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Conheça duas alternativas para aplicar seu dinheiro em outubro

Conheça duas alternativas para aplicar seu dinheiro em outubro (Imagem: NurPhoto/Getty Images)

A bolsa de valores de qualquer país sofre influência de uma série de eventos internos e externos que estão relacionados e acabam interferindo nessa oscilação dos preços das ações. Saiba aqui os piores pregões da história da bolsa de valores do Brasil.

Assim, fatores  políticos, econômicos, tecnológicos e até mesmo sanitários são capazes de alterar a dinâmica da bolsa. E podem entrar para a lista das datas inesquecíveis para o mercado brasileiro e mundial.

Crash 1929

No ano de 1929, a economia norte-americana estava em plena prosperidade. A indústria estava em um período de forte expansão. Neste mesmo período, o  mercado de ações e os preços dos papéis subiam em linha com as perspectivas econômicas otimistas.

No entanto, toda a euforia acabou sendo canalizada para um cenário de pânico. Isso porque o índice Dow Jones mergulhou em queda livre naquilo que seria um dos piores declínios da história dos Estados Unidos.

Uma das principais causas do crash de 1929 foi a especulação de ativos, em um período de grande expansão que os Estados Unidos viviam após a Primeira Guerra Mundial.

No dia 24 de outubro 1929, a “quinta-feira negra” o Dow Jones abriu o pregão em 305,85 pontos. Imediatamente, caiu 11%. Nos dias que seguiram o índice aprofundou os prejuízos.

Neste cenário de completo caos, milhares de acionistas perderam, literalmente da noite para o dia, grandes somas em dinheiro. Muitos perderam tudo o que tinham.

O mercado só foi capaz de recuperar os patamares anteriores ao crash de 1929 25 anos depois, no final de 1954.

Naji Nahas e quebra da bolsa do Rio

Um dos personagens mais famosos do mercado de capitais brasileiro é o Naji Nahas, o empresário e especulador ficou conhecido por quebrar a bolsa de valores do Rio de Janeiro em 1989.

Além de atuar em algumas operações como de D-Zero, Nahas realizava ainda uma operação conhecida como “Zé-com-Zé”. Assim, ele manipulava uma alta artificial das ações.

Segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o megainvestidor chegou a ter mais de 100 laranjas que compravam e vendiam ações para o próprio Nahas, com o objetivo de inflar a cotação dos papéis.

Houve uma forte especulação e as autoridades ligaram o alerta sobre uma provável “bolha”.

Depois de ter pedidos de financiamentos negados por instituições financeiras, o pânico tomou conta do mercado e as negociações da BVRJ ficaram suspensas (o mecanismo de circuit breaker só seria criado em 1997).

Após a retomada das negociações, muitos papéis mergulharam em queda livre, perdendo mais de 1/3 do valor. Após isso, a Bolsa do Rio de Janeiro não se recuperou mais e  acabou fechando suas operações em 2000.

Jheniffer Freitas

Jheniffer Freitas

Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Há dois anos é redatora do portal FDR, onde acumula bastante experiência em produção de notícias sobre economia popular e finanças.

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