O que você faria? Banco transfere por engano quantia milionária para cliente no Natal

O banco Santander, no Reino Unido, entrou no espírito de Natal neste ano de 2021 e acabou apagando por engano 130 milhões de libras ou US$ 175 milhões para seus clientes por engano no dia 25 de dezembro. 

Esse pagamento foi dividido em 75 mil transações para 2 mil clientes clientes corporativos e comerciais, disse o Santander em um comunicado publicado na quinta-feira (30). “Lamentamos que, devido a um problema técnico, alguns pagamentos de nossos clientes corporativos tenham sido duplicados incorretamente nas contas dos destinatários”, disse o comunicado.

“Como resultado, nenhum de nossos clientes ficou no prejuízo e trabalharemos duro com muitos bancos do Reino Unido para recuperar as transações duplicadas nos próximos dias.” O Santander culpou os pagamentos duplicados em um problema de agendamento, que o banco disse ter sido “rapidamente identificado e corrigido”.

Essas transações eram pagamentos regulares e pontuais que poderiam incluir pagamentos de fornecedores ou salários.

O banco está trabalhando para recuperar os fundos dos bancos destinatários por meio de um “processo de recuperação de erros bancários”, segundo o comunicado, e tem processos em vigor para buscar a recuperação dos fundos depositados erroneamente diretamente dos destinatários.

Clientes de dezenas de bancos, como Barclays, HSBS e Virgin Money, estão entre os que receberam os pagamentos indevidos, segundo reportagem do The Times of London, que primeiro noticiou a falha.

Santander 

O banco Santander do Reino Unido é uma subsidiária integral do banco global Banco Santander, com sede na Espanha. Essa operação na região tem 14 milhões de clientes ativos e 616 agências, de acordo com seu site.

Mesmo que U$ 175 milhões seja uma quantia significativa a ser paga por engano, é insignificante perto dos US$ 500 milhões que o banco americano Citibank perdeu em um dos “maiores erros da história do setor bancário”.

Foi enviado acidentalmente US$ 900 milhões para os credores da empresa de cosméticos Revlon e foi ao tribunal em agosto de 2020 para tentar recuperar cerca de US$ 500 milhões que não haviam sido pagos voluntariamente.

Porém,em fevereiro, um juiz do Tribunal Distrital dos Estados Unidos decidiu que o banco não terá permissão para recuperar o dinheiro.

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Jheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Há dois anos é redatora do portal FDR, onde acumula bastante experiência em produção de notícias sobre economia popular e finanças.