Brasileiros estão refinanciando imóveis por um novo motivo; confira qual é

O motivo principal que fez com que as pessoas recorressem ao home equity, uma modalidade de empréstimo com garantia de imóveis, entre os meses de janeiro e novembro do ano passado, foi o de investir no próprio negócio. Um estudo realizado pela Creditas, fintech especializada em busca por empréstimos, foi o que revelou que esta foi a razão da escolha de 24% das pessoas. 

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Logo na sequência, o maior motivo para os empréstimos solicitados foi a compra de bens, respondendo por 23% das intenções.

Os dados da pesquisa mostram uma alteração em comparação com o cenário detectado em 2020. Entre os meses de janeiro e novembro daquele ano, o ranking era liderado com folga pelo pagamento de dívidas, motivo de 37% dos empréstimos. Na sequência aparecem os pedidos com intenção de investimentos no próprio negócio, com 18%.

A Creditas revelou que o home equity registrou um crescimento de 63,65% nas buscas quando comparado o período entre janeiro a novembro de 2020 e 2021.

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A pesquisa mostrou ainda que o cenário foi alterado nos meses de novembro e dezembro do ano passado. Os motivos que mais levaram as pessoas a irem atrás de crédito foram empreender, com 24%, seguido de 21% para reformas em casa e 19% para pagamento de dívidas.

De acordo com o Banco Central, o estoque de empréstimos que utilizam o imóvel como garantia bateu R$ 12,74 bilhões em outubro do último ano, representando uma alta de 2,5% em um ano, e de 14% em três anos.

De acordo com Maria Teresa Fornea, vice-presidente da unidade home equity da Creditas, o público que cada vez consome mais essa modalidade de crédito tem mais de 45 anos e é empresarial, ligado mais aos serviços do que a indústria e, grande parte deles são profissionais liberais. 

Cenário para 2022

Maria Teresa acredita que neste ano, o Brasil enfrentará um cenário desafiador, uma vez que a alta dos juros, a inflação e a perda do poder de compra fazem com que as pessoas foquem cada vez mais no básico, onde compra-se menos e se investe menos. Porém, ela espera que a população aprenda mais a respeito de educação financeira. 

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.