Investimentos em 2022: Expectativas não são boas para maioria dos investidores

Segundo estrategistas do JPMorgan, não existem motivos para temer que a alta que disparou as ações dos Estados Unidos para recordes seguidos em 2021 acabem em um curto período de tempo. Na realidade, um número maior de investidores podem aderir em breve ao movimento. 

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“As condições para uma grande onda vendedora não estão em vigor agora, dado o já baixo posicionamento do investidor, as recompras recordes, os amplificadores sistemáticos limitados e a sazonalidade positiva de janeiro”, disseram estrategistas liderados por Dubravko Lakos-Bujas em nota remetida a clientes.

“O posicionamento do investidor é muito pessimista, o mercado levou longe demais as narrativas pessimistas de banco central (o Fed) hawkish e quanto à Ômicron.”

Ao passo que o S&P 500 cresceu para um novo recorde na últimas duas semanas (foram registrados 69 recordes em 2021),  a recuperação vem sendo cada vez mais estimulada por um pequeno grupo de empresas com grande capitalização de mercado, num cenário parecido com o que aconteceu na virada do século 2000 na bolha de ações de tecnologia.

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Por conta da recuperação da economia após a queda provocada pela pandemia do coronavírus, alguns gestores de fundos sinalizavam que a próxima fase do ciclo é uma correção, à medida que bancos centrais e governos reduzem as medidas de estímulo para segurar o aumento da inflação.

Porém, para os estrategistas do JP Morgan, a “extrema dispersão do mercado acionário e a concentração recorde em ações” são indicadores abundantes de cautela, não de um selloff (uma onda vendedora) iminente. Os investidores têm tratado as empresas com grande capitalização como portos seguros, ou “pseudo-títulos”, disseram ao Exame Invest.

A caída das empresas menores de seus picos oferecem aos investidores, no mínimo, pontos de entrada mais atrativos para ações que ajudam na reabertura, como viagens e hospitalidade, assim como energia e e-commerce, ao passo que a inflação volta ao normal e as preocupações com relação ao Fed hawkish caem, segundo os estrategistas.

A expectativa de alta ressoa a dos estrategistas do banco Goldman Sachs, que no início do mês passado também afirmaram que a desaceleração do rali não significa uma queda  acentuada iminente.

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“O aumento da concentração não é um indicador confiável para os picos do mercado”, afirmaram os estrategistas do JPMorgan.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.