Trabalho informal em queda: economia informal gera R$ 1,3 tri, menor número dos últimos anos

Serviços informais passam a registrar queda considerável afetando a economia nacional. Na última semana, o IES (Índice de Economia Subterrânea) realizou um estudo onde revela que as atividades como informal estão movimentando R$ 1,3 trilhão no país. Apesar do número, as taxações tributarias vem afetando este segmento. Acompanhe.

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Com a pandemia do novo coronavírus, milhares de pessoas ficaram desempregadas e muitas pelas passaram a optar pelo comercio. Durante os últimos meses, foi possível registrar um avanço significativo na atividade informal, porém o segmento vem sendo afetado.

Em parceria com o Etco (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial) e o Ibre/FGV, foi realizando um levantamento de dados onde pode registrar que os comerciantes informações geraram uma rotação financeira de R$ 1,3 trilhão.

O valor, no entanto, é afetado por desvios fiscais, sonegações tributarias, entre outras cobranças, representando cerca de 16,8% do PIB (Produto Interno Bruto), que equivalem a soma todos os bens e serviços produzidos pelo país. É válido ressaltar que, em 2019, essa proporção era de 17,3%. 

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O que dizem os especialistas sobre o comercio informal?

Em entrevista ao portal R7, o economista Alessandro Azzoni explica que a queda se dá justamente pela redução das atividades informais que são dificultadas pelos impostos.

“Na pandemia, você restringiu a circulação e colocou essas pessoas em casa. Elas deixaram de trabalhar para receber o auxílio emergencial, muitas vezes porque essa era sua única fonte de recursos. Com as regras tributárias mais fáceis, criadas nos últimos anos, ficou mais rápido e menos oneroso ter uma empresa. As MEIs também ajudaram muito, impulsionando a formalização”, explicou.

O especialista pontua ainda que é preciso levar em consideração a baixa escolaridade e a falta de educação financeira que afetam ainda mais os informais.

“Muitas pessoas não têm noção de que pode ser danoso à economia adquirir um produto vendido por ambulante ou por um preço bem menor. Elas não conseguem vislumbrar que, quando, por exemplo, se recusam a colocar o CPF na compra, isso não vai protegê-la de nada, que todas as operações por cartão ou movimentações pelo banco são rastreáveis e ela está só estimulando a sonegação“, analisa.

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