Quase 30% dos desempregados estão em busca de trabalho há pelo menos dois anos

Mesmo com a retomada gradativa do mercado de trabalho, continua crescente o número de desempregados no Brasil. Mas a situação de desemprego não quer dizer que esses brasileiros estão estagnados, pois 30% dos quase 133,5 milhões de desempregados continuam em busca da reinserção no mercado de trabalho.

Quase 30% dos desempregados estão em busca de trabalho há pelo menos dois anos
Quase 30% dos desempregados estão em busca de trabalho há pelo menos dois anos. (Imagem: FDR)

Esses milhares de brasileiros permanecem na procura por algum emprego há mais de dois anos. O percentual apresentado já se consolidou como o maior de toda a série histórica que teve início em 2012. Os dados foram apurados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)

O levantamento também mostrou que o emprego sem carteira assinada teve um crescimento superior ao trabalho formal em todas as atividades econômicas que abriram vagas. A comparação leva como base o período anual anterior. 

Esse estudo também se baseia nos dados apurados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) através do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Segundo os dados da Pnad Contínua relacionados ao Ipea, o índice de desemprego no Brasil ficou em 12,5% no terceiro trimestre do ano. Os dados dessazonalizados querem dizer que o cálculo não considera a influência de cada ano. Por outro lado, o resultado atual significa o menor nível desde o trimestre móvel encerrado em abril de 2020. 

Embora o contingente de pessoas em busca de emprego ainda tenha sido de 13,5 milhões, se tratando do conjunto da situação, nota-se um elevado patamar de desocupação e subocupação com o aumento do tempo de permanência na condição de desemprego. Ou seja, é apenas mais um indício de que a situação do mercado de trabalho continua desafiadora. 

“No terceiro trimestre de 2021, a proporção de desempregados que estavam nesta situação havia mais de dois anos chegou a 29%, atingindo o maior patamar da série”, disse a Carta de Conjuntura do mercado de trabalho divulgada pelo Ipea nesta terça-feira, 21.

O total de empregos com carteira assinada no setor privado teve um crescimento de 5,9% no terceiro trimestre de 2021, ante o terceiro trimestre de 2020. Neste mesmo período, o montante de profissionais sem carteira assinada no setor privado aumentou 18,5%, enquanto o número de trabalhadores autônomos tev uma elevação de 18,4%. 

Conforme apurado, dez das 13 atividades econômicas nas quais houve uma alta no emprego com carteira assinada, a variação foi mais leve do que em relação a empregos sem carteira assinada.

No cenário específico dos serviços domésticos, a maior distinção registrada entre o crescimento anual do emprego formal foi de + 4%, e do emprego informal, + 28,1%.

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Laura Alvarenga
Laura Alvarenga é graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo em Uberlândia - MG. Iniciou a carreira na área de assessoria de comunicação, passou alguns anos trabalhando em pequenos jornais impressos locais e agora se empenha na carreira do jornalismo online através do portal FDR, onde pesquisa e produz conteúdo sobre economia, direitos sociais e finanças.