Tesouro Direto: nova redução da taxa de administração trará melhores rendimentos

Em janeiro de 2022, a taxa de custódia cobrada pela B3 para os investidores do Tesouro Direto cairá de 0,25% ao ano para 0,20% ao ano. A finalidade desta diminuição é chamar a atenção de novos investidores e democratizar o acesso aos títulos públicos do governo, tidos como os investimentos mais seguros do Brasil.

A taxa de custódia é cobrada todos os semestres de maneira automática e o valor é voltado para a gestão e manutenção das operações do Tesouro Direto.

A taxa menor foi anunciada pelo secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, em outubro deste ano. Ele assegurou que o corte na taxa ao longo dos últimos anos foi extremamente importante para chamar a atenção dos jovens para que começassem a investir no sistema e também para reduzir o tíquete médio das aplicações.

De acordo com o secretário, a taxa de custódia no começo do programa, ficava entre 0,4% e 0,5% e as corretoras e bancos que distribuíam a aplicação cobravam também uma nova taxa em cima dessas. O último corte na taxa foi aplicado em 2019, quando a taxa caiu de 0,30% para 0,25%.

Outra alteração na tabela aconteceu em meados do ano passado, quando B3 e Tesouro isentaram os investimentos com valor de até R$ 10 mil nos títulos pós-fixados do Tesouro Selic. Neste caso, o objetivo era o de garantir que a aplicação nos papéis trouxesse mais vantagens que a caderneta de poupança.

Liquidez do Tesouro Direto

O Tesouro Direto possui liquidez diária, que significa que o investidor pode vender seus papéis quando bem entender, já que o Tesouro Nacional assegura a recompra total de qualquer título negociado.

Ainda, nesse caso, é aplicada a chamada liquidez D+1, que caracteriza negociações em que o valor da venda pode ser resgatado em um dia útil após o pedido.

Porém, a liquidez diária não garante um lucro certo. Existe ainda a possibilidade de um prejuízo ao vender os papéis fora do prazo combinado inicialmente. Isto está relacionado com a marcação a mercado.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.