Investir em shoppings em 2022 é uma boa? Confira o que esperar do setor

Pontos-chave
  • O Inter projeta que o setor de shoppings deve performar melhor do que varejo e serviços;
  • O nível de mobilidade nos grandes centros deve favorecer o segmento de shoppings;
  • O banco tem projeção positiva para os fundos imobiliários.

Diante da pandemia de covid-19, o setor de shopping foi um dos mais afetados. Apesar disso, alguns fatores, como o avanço da vacinação, melhoraram o cenário. Entenda a perspectiva sobre investir em shoppings em 2022, segundo análise feita pelo Banco Inter, divulgada na última quinta-feira (23).

Investir em shoppings em 2022 é uma boa? Confira o que esperar do setor
Investir em shoppings em 2022 é uma boa? Confira o que esperar do setor (Imagem: Montagem/FDR)

De acordo com o Inter, alguns dos fatores que afetaram o setor de shoppings — devido à pandemia —, foram o fechamento do comércio não essencial, e as recomendações de isolamento.

Contudo, apesar das tendências de mobilidade e desenvolvimento do comércio online, este setor permaneceu atrativo ao consumidor. Com isso, foi possível manter sua capilaridade tanto no varejo quanto no segmento de serviços.

Em meio à retomada considerável das vendas e do fluxo de pessoas vistos nos meses recentes, as operadoras de shoppings já registram números operacionais nominalmente próximos ou maiores ao sazonalmente observado em 2019 — antes da pandemia.

Perspectivas do Inter sobre investir em shoppings em 2022

O Inter projeta que o setor de shoppings deve performar melhor dos que os segmentos de varejos e serviços em 2022. Isso se deve ao maior nível de mobilidade observado nos grandes centros.

O banco informa que atualizou o relatório por conta do funcionamento em tempo integral dos empreendimentos e poucas restrições ainda vigentes.

A escalada de preços vista neste ano, provocada pela atividade aquecida, desabastecimento nas cadeias mundiais de suprimento e maior custo energético, fez com que o Banco Central (BC) realizasse mudanças na política monetária.

A autoridade monetária promoveu aumentos da taxa Selic. O intuito foi de desacelerar a atividade — para resultar em controle da inflação. Como resultado, o poder de compra das famílias diminuiu, de modo a gerar um cenário mais desafiador para o varejo.

O Inter aponta que o setor de serviços também passa por desaceleração. O segmento enfrenta um processo de recuperação lenta, e com maior resiliência apresentada até agosto deste ano.

O desemprego no Brasil segue em nível elevado. Por conta do enfraquecimento da atividade com o aumento dos juros, a instituição projeta que a taxa de desocupação continue elevada em 2022 — sendo outro obstáculo para o desempenho do varejo.

Recuperação da mobilidade favorece o setor de shoppings

O banco ressalta que os indicadores de mobilidade mantiveram o ritmo robusto de retomada desde seu último fundo registrado (março de 2021) até então. O resultado superou, pela primeira vez, o volume pré-pandemia.

Em meio a isso, o Inter destaca que um nível de mobilidade concede ao setor de shopping um melhor desempenho marginal — quando comparado ao segmento de varejo, como um todo.

Ao mesmo passo que houve avanço no programa de vacinação, a flexibilização das medidas restritivas causou uma recuperação gradual no fluxo das pessoas nos shoppings. O pico mais forte foi registrado nos últimos meses.

O Inter reforça que esse movimento sustentou os bons resultados registrados pelas companhias de shopping no terceiro trimestre deste ano. Diante dos fundamentos do setor junto aos consumidores, o banco afirma que há boas expectativas de desempenho nos próximos exercícios.

Companhias de shopping

Desde o começo da pandemia, as companhias de shopping tiveram alta oscilação nos seus principais indicadores operacionais, segundo o Inter. Conforme houve avanço na campanha vacinal e retirada nas medidas restritivas, a operação nos empreendimentos teve a capacidade normalizada.

Entre as companhias do setor, o banco destaca a performance do índice de vendas por metro quadrado da Multiplan. Essa empresa foi a primeira a retomar os níveis pré-pandemia.

Por conta do retorno integral do horário de funcionamento e maior fluxo de pessoas, a companhia convergiu com mais rapidez para seu desempenho histórico de vendas.

O setor de shoppings foi um dos principais afetados pela pandemia de covid-19
O setor de shoppings foi um dos principais afetados pela pandemia de covid-19 (Imagem: Montagem/FDR)

Outro destaque do Inter, mas pelo lado negativo, é o Iguatemi. O motivo é que a empresa adotou uma política mais rígida em aluguéis. Mesmo que a medida tenha possibilitado assegurar bons níveis de aluguéis por metro quadrado, ocorreu um impacto negativo sobre a taxa de ocupação.

Para um aspecto negativo, a brMalls também foi destacada pelo Inter. Segundo o banco, diante de um histórico de maior fragilidade em relação aos pares, a empresa teve uma acentuada deterioração na capacidade de pagamento dos seus lojistas. Com isso, houve maior pressão nas margens.

Fundos imobiliários

Os fundos imobiliários de shoppings também foram um dos investimentos mais afetados pelas consequências da pandemia.

Na visão do Inter, o cenário segue benéfico para a retomada das operações em meio à aceleração de aplicação da segunda dose das vacinas — que impulsionaram as atividades e fluxo dos brasileiros.

O banco espera que uma retomada gradativa do setor continue. No longo prazo, a instituição observa potencial de valorização de cotas.

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Silvio Souza
Silvio Suehiro Souza é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Desde 2019 dedica-se à redação do portal FDR, onde tem acumulado experiência e vasto conhecimento na área ligada a economia, finanças e investimentos. Além disso, Silvio produz análises sobre produtos e serviços financeiros, sempre prezando pela imparcialidade e informações confiáveis.