Deputados aprovam auxílio financeiro para estudantes da rede estadual em SC

Governo aprova benefício estudantil para jovens da rede pública. Nessa terça-feira (21), a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) validou o projeto de lei que cria o Programa Bolsa Estudante. Ele tem como objetivo conceder um auxílio anual de R$ 6.250 para 60 mil estudantes do Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA). Acompanhe.

Diante do atual cenário de crise econômica e instabilidade financeira, o governo de Santa Catarina acaba de aprovar um projeto que irá auxiliar milhares de estudantes da rede pública. Chamado de Bolsa Estudante, o abono beneficiará cerca de 60 mil jovens em situação de vulnerabilidade social.

Detalhes do Bolsa Estudante

De acordo com o texto, cada aluno terá direito de receber R$ 6.250 por ano que deve ser investido em seu desenvolvimento e educação. Todos os contemplados devem comprovar estarem matriculados no Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

O abono será pago em 11 mensalidades com o valor de R$ 568 cada. O primeiro depósito acontecerá em fevereiro de 2022, se estendendo até dezembro do mesmo ano. Desse modo, o governo do estado deve investir cerca de R$ 375 milhões no ensino público. O projeto deve operar até o fim de 2024.

“Esta iniciativa é fundamental no combate à evasão escolar. Queremos manter ou trazer de volta à sala de aula aquele aluno que, eventualmente, precisou abandonar o estudo para ajudar financeiramente a família em um momento de dificuldade“, afirmou o governador Carlos Moisés.

“Estamos reposicionando a educação catarinense para que seja mais atrativa e crie oportunidades aos nossos jovens. Com o Bolsa Estudante, queremos reduzir o abandono escolar e garantir a permanência do estudante que agora vai entrar no modelo do Novo Ensino Médio, que tem carga horária maior e exige mais tempo de dedicação aos estudos”, explicou o secretário de Estado da Educação, Luiz Fernando Vampiro.

Como ter acesso ao benefício?

Para ser contemplado, o aluno precisa estar inscrito no Cadastro Único do governo federal para o gerenciamento dos programas sociais. Além disso, como mencionado anteriormente, é indispensável a matrícula no Ensino Médio ou EJA.

Os estudantes precisam ainda ter uma frequência escolar acima de 75% por mês e apresentar bom rendimento. Em caso de reprovação, o aluno perderá o direito à Bolsa Estudante no ano seguinte.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.