Consumidor menos confiante: Entenda como ficou o índice de confirança em 2021

Em dezembro, a confiança do consumidor cresceu 0,6% ponto, indo para 75,5 pontos em comparação com o mês passado, de acordo com FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da FGV). Mas, considerando o acumulado do ano, a confiança caiu 2,6 pontos. Em relação ao mesmo mês do ano passado, o ICC (Índice de Confiança do Consumidor) teve queda de 3 pontos.

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O ICC também teve um tímido recuo de 0,1 ponto, para 75,6, pela média móvel trimestral, após três meses seguidos de queda. 

Este resultado de dezembro, que a FVG Ibre classifica como uma relativa estabilidade, é decorrente de uma piora na avaliação da situação corrente simultaneamente com uma melhora nas projeções.  

O ISA (Índice de Situação Atual) diminuiu 1,3 ponto, para 65,6 pontos, ao passo que o Índice de Expectativas (IE) cresceu 2,0 pontos, para 83,4 pontos.

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A piora da situação financeira das famílias brasileiras refletiu na piora da avaliação dos consumidores a respeito do atual cenário. O indicador que avalia a satisfação sobre as finanças pessoais teve queda de 2,9 pontos, indo para 59,2 pontos, patamar mais baixo desde o mês de abril de 2021.

Já o indicador que mede a percepção dos consumidores a respeito da situação econômica atual permaneceu relativamente estável variando 0,3 ponto neste mês, para 72,8 pontos. Os dois permanecem em patamar muito baixo em termos históricos.

Falando sobre a expectativa para os meses que vem por aí, o indicador que mais refletiu o IE foi o que acompanha as perspectivas a respeito da situação financeira familiar, cujo indicador subiu 5,5 pontos, indo para 85,5 pontos.

Viviane Seda Bittencourt, coordenadora de Sondagens do FGV Ibre, disse em nota que 2021 foi um ano complicado para os consumidores mais pobres. 

“O descolamento entre a confiança dos consumidores de baixa renda dos de alta renda atingiu o maior nível da série dos últimos 17 anos, principalmente em função da dificuldade financeira dos consumidores de menor nível de renda diante do quadro de desemprego, inflação elevada e aumento do endividamento”.

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Sobre 2022, Viviane diz que será um ano desafiador tanto para que a confiança geral melhore quanto para a redução da desigualdade na percepção dos desafios econômicos por famílias com os mais diferentes volumes de renda.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.