Fundos de renda fixa voltam a atrair investidores; captação é recorde

Neste ano, os ativos de renda fixa voltaram a chamar a atenção dos investidores. Os ativos perderam o estigma da baixa rentabilidade e voltaram a entregar resultados mais satisfatórios. 

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Devido a subida acentuada e rápida da Taxa Selic que estava em 2% ano para os atuais 9,25% ao ano, o fluxo de investimentos em renda fixa começaram a crescer, depois de meses de retiradas. Considerado o acumulado do ano, até a última sexta, 17, os depósitos líquidos (descontados os saques) em fundos de renda fixa já tinham passado  o patamar de R$ 301 bilhões, em valores nominais.

Este resultado é um recorde. A renda fixa nunca captou tanto dinheiro, levando em conta a série histórica da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), iniciada no ano de 2002.

Metade das captações do acumulado deste ano, isto é, R$149,6 bilhões foram destinados a fundos de renda fixa simples, que obtiveram retornos acumulados de 3,32% durante deste ano, considerando a rentabilidade até o último dia 17. Neste mesmo período o CDI rendeu 4,06%.

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Geralmente, estes fundos investem pelo menos 95% do patrimônio líquido em títulos públicos, operações compromissadas com lastro em títulos públicos ou papéis de crédito privado com risco correspondente ao soberano. Investimentos no exterior ou concentração em crédito privado são proibidos.

As captações também chamaram a atenção entre fundos de renda fixa duração baixa soberano e fundos de renda fixa duração baixa grau de investimento, que tiveram  retornos respectivos de 3,38% e de 4,36% no ano, no acumulado de 2021 até a última sexta, 17.

A expectativa para o próximo ano é que as captações de fundos de renda fixa permaneçam aquecidas. A razão para este pensamento são as novas altas nos juros. 

Segundo o último comunicado do Copom (Comitê de Política Monetária), na próxima reunião, que acontece em fevereiro de 2022, a taxa Selic poderá passar por um novo reajuste de 1,5 ponto percentual, elevando o patamar para 10,75% ao ano.

Porém, os aumentos não devem estacionar. Por conta das pressões inflacionárias, a mediana dos economistas procurados pelo Banco Central estimam que a taxa básica de juros feche o ano novo em 11,50% ao ano, de acordo com o Relatório Focus revelado ontem, 20.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.