Tem Previdência Privada? Verifique se seu fundo não está entre as piores opções do mercado

Os anúncios voltados às vantagens da Previdência Privada são divulgados em massa nesta época do ano. O motivo está relacionado aos benefícios fiscais que o investidor pode adquirir a longo prazo com o poder de alavancar a rentabilidade da carteira décadas mais tarde. 

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Mas afinal, porque as recomendações para investimento da Previdência Privada são feitas sempre no final do ano? Isso porque, uma das principais vantagens está agregada ao Imposto de Renda (IR), lembrando que a declaração desse tributo sempre se refere ao ano anterior ao exercício.

Desta forma, é essencial que o investimento seja concluído até o dia 31 de dezembro. Assim, a restituição de 2022 já será incrementada. Apesar de vários especialistas concordarem que, quem tiver capacidade de acumular capital deve ter uma parte do patrimônio vinculado à Previdência Privada, o ideal é ter bastante cuidado e analisar o cenário antes de investir no primeiro produto que aparecer.

Isso porque, ainda que a evolução da Previdência Privada tenha sido significativa, elevando seu patamar nos últimos anos, nem todos os produtos disponíveis no mercado para investimento são viáveis. Alguns deles cobram taxas extremamente altas para rentabilidades muito baixas. 

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Por fim, é importante ressaltar que a melhor escolha sobre a modalidade ideal do plano de Previdência Privada e as respectivas vantagens tributárias irão depender de critérios como, o valor investido, as deduções já realizadas pelo contribuinte ou o modelo de declaração realizada. 

Em contrapartida, o aumento na competitividade do setor financeiro tem refletido na oferta de melhores opções de investimentos, bem como na qualidade dos fundos de Previdência Privada nos últimos anos.

Ainda assim o mercado é dominado por produtos denominados “bancões”, devidamente estruturados com foco em bater as metas dos gerentes ao invés de priorizar a satisfação do cliente. 

Essa “cilada”, basicamente combina duas características que envolvem o paradoxo do mercado financeiro. Trata-se das altas taxas de administração junto a estratégias estritamente conservadoras de alocação voltadas a títulos públicos. 

Dados da associação responsável pelo autorregulamento do mercado de capitais no Brasil, Anbima, mostra que existem R$ 1 trilhão aplicados em Previdência Privada no país somente em fundos de renda fixa.

Neste cenário, o problema passa longe do conservadorismo, pois a questão é que não é necessário obter um grande trabalho de gestão para investir em títulos do Tesouro. 

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É preciso entender que, quando o banco cobra uma alta taxa de administração, ele automaticamente corrói o retorno do investidor. E por diversas vezes, o cotista do fundo de Previdência Privada possui rentabilidades reais inferiores às do CDI. 

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Laura Alvarenga
Laura Alvarenga é graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo em Uberlândia - MG. Iniciou a carreira na área de assessoria de comunicação, passou alguns anos trabalhando em pequenos jornais impressos locais e agora se empenha na carreira do jornalismo online através do portal FDR, onde pesquisa e produz conteúdo sobre economia, direitos sociais e finanças.