Open Banking vai compartilhar seus investimentos; por que isso pode ser bom?

O Banco Central deu início a 4ª fase do Open Banking no dia 15 de dezembro. Essa etapa tem previsão para terminar em março de 2022, isso porque, foi dividida em subfases que acontecerão ao longos dos próximos meses.

Dessa vez, o objetivo é liberar entre as instituições financeiras o compartilhamento de dados dos clientes sobre investimentos, câmbio, previdência, capitalização, seguros e mais.

Desde o último dia 15, as instituições precisaram iniciar o processo de certificação funcional das interfaces de programação de aplicações. Em outras palavras, certificar os produtos que serão compartilhados entre elas.

Para facilitar as fases criadas dentro dessa nova fase, o Banco Central criou um cronograma mostrando os prazos a serem seguidos:

  • Até 4 de março de 2022: registro dos certificados para seguros, previdência complementar aberta e capitalização;
  • Até 11 de março de 2022: para serviços de credenciamento em arranjos de pagamento;
  • Até 18 de março de 2022:  para operações de câmbio;
  • Até 25 de março de 2022 para contas de depósito a prazo e outros produtos com natureza de investimento.

Como compartilhar meus dados pode ser bom?

Diante dos inúmeros golpes financeiros que têm sido retratados diariamente, é normal que os cidadãos brasileiros fiquem assustados com o fato de compartilhar seus dados. Principalmente, no que se trata de investimentos e operações financeiras que podem gerar milhões em dinheiro.

No entanto, o Banco Central (BC) garante que esse processo é totalmente segundo e que vai beneficiar os clientes. Funciona assim, quanto mais um banco sabe sobre você, mais chances ele tem de oferecer um produto que se encaixa perfeitamente no seu perfil. 

E tem mais, o BC acredita que todas as quatro fases do Open Banking têm o poder de gerar maior competitividade entre os bancos. Forçando uma melhora constante nos serviços oferecidos, desde preços até a otimização do serviço como um todo.

Por isso, quando autoriza que seus dados sejam compartilhados, o cidadão tem a chance de conhecer uma nova leva de produtos financeiros e provoca seu banco a disputar por sua preferência.

Liberando a 4ª fase do Open Banking no seu banco

Os interessados poderão liberar o acesso de outras instituições financeiras a respeito dos seus serviços em:

  • Ações;
  • Certificado de Depósito Bancário (CDB);
  • Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI);
  • Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA).
  • Cotas de fundos de investimento;
  • Cotas de fundos de índices listados em bolsa de valores;
  • Debêntures;
  • Letras de Crédito Imobiliário (LCI);
  • Letras de Crédito do Agronegócio (LCA);
  • Recibo de Depósito Bancário (RDB);
  • Títulos públicos federais disponibilizados pelo Tesouro Direto.

Todo o processo depende do consentimento do cidadão, isso significa que os bancos não podem conversar entre si sobre os clientes sem que o mesmo autorize que seus dados sejam repassados.

Podem ser liberados os registros a respeito do cadastro pessoal como: endereço, faturamento, estado civil, serviços e contratos. E ainda, as informações sobre a conta, saldos, limites, cartões e operações.

Para liberar, basta que o cliente faça a autorização no sistema online do seu banco, por meio do aplicativo ou internet banking.

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Lila Cunha
Lila Cunha é formada em jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Atua como repórter especial para o portal FDR. É responsável por selecionar as informações abordadas e garantir o padrão de qualidade das notícias veiculadas. Além disso, trabalha com apuração de hard news desde 2019, cobrindo o universo econômico em escala nacional.