Câmara aprova MP amplia fornecimento de remédios e tratamentos dos planos de saúde

Nesta terça, 14, foi aprovado pela Câmara dos Deputados, uma medida provisória que torna obrigatória a cobertura de remédios de via oral para o tratamento de câncer nos planos de saúde. Agora o texto segue para apreciação do Senado.

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Medidas provisórias tem efeito imediato logo após serem editadas pelo Executivo e devem ser aprovadas pelo Congresso em no máximo 120 dias. Sendo assim, esta MP fica válida até o dia 10 de fevereiro do ano que vem.

De acordo com o texto aprovado pelos deputados, se torna “obrigatório” a cobertura de tratamentos antineoplásicos (contra o câncer) domiciliares de uso oral, incluindo medicamentos para o controle de efeitos adversos relativos ao tratamento, além de remédios ambulatoriais e procedimentos radioterápicos para tratamento de câncer e hemoterapia.

Este dispositivo não constava na medida provisória remetida pelo governo e foi inserida pela deputada Silvia Cristina, relatora da matéria na Câmara.

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A obrigatoriedade necessita de prescrição médica, do registro na Anvisa e da inserção do medicamento no rol de procedimentos e eventos em saúde suplementar pela ANS. Isto deve ser feito em no máximo 180 dias.

“Apesar de o registro de medicamentos pela Anvisa ser muito relevante, pois indica que esses produtos têm evidências clínicas de segurança e eficácia, para a sua concessão não se leva em conta a utilização do medicamento na vida real (efetividade), nem o impacto financeiro da inclusão desses medicamentos nos custos do plano e o reflexo desse impacto nas mensalidades, que, nos contratos novos, podem ser reajustadas anualmente”, disse Silvia Cristina.

A medida provisória também determina um prazo para a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) avaliar novos tratamentos que devem ser pagos pelos planos de saúde. 

Através do projeto, a ANS ganha prioridade para analisar os medicamentos orais de tratamento contra o câncer e remédios ambulatoriais e procedimentos radioterápicos para tratamento de câncer e hemoterapia.

A proposta determina que os medicamentos devem ser concedidos em até 10 dias após a prescrição médica para o paciente ou para seu representante legal. 

A entrega pode ser realizada de maneira fracionada por ciclo e será necessário comprovar que o paciente recebeu instruções sobre uso, conservação e descarte do remédio.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.