Após anunciar redução no preço da gasolina, ações da Petrobras (PETR4) caem

Na abertura desta terça-feira (14), os papéis da Petrobras (PETR4) registraram alta de até 1,2%. No entanto, após anunciar a redução no preço da gasolina, as ações da Petrobras registraram queda. No fechamento, a redução foi de 1,19%, a R$ 29,12 o papel.

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Após anunciar redução no preço da gasolina, ações da Petrobras (PETR4) caem
Após anunciar redução no preço da gasolina, ações da Petrobras (PETR4) caem (Imagem: Montagem/FDR)

De acordo com a Petrobras, a partir desta quarta-feira (15), o valor médio de venda da gasolina A da estatal — para as distribuidoras — cairá, em média, R$ 0,10 por litro. O preço do combustível passará de R$ 3,19 para R$ 3,09 por litro, o que representa uma queda de 3,13%.

Essa foi a primeira redução promovida pela Petrobras desde 12 de junho. Após isso, houve a realização de quatro aumentos. O último aumento foi anunciado em 25 de outubro.

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Em comunicado, a companhia alega que “esse reajuste reflete, em parte, a evolução dos preços internacionais e da taxa de câmbio, que se estabilizaram em patamar inferior para a gasolina”.

Movimento de queda nas ações da Petrobras é vista como natural

Ao Money Times, o CEO da corretora Planner, Alan Gandelman, afirma que esse movimento de queda é natural. Por conta da atual política de preços da Petrobras, os papéis ficam diretamente atrelados aos valores do petróleo no mercado internacional e do combustível comercializado no Brasil.

Ele explica que, em média, a companhia trabalha com uma margem de ganho de 25% sobre os produtos vendidos. Agora, diante do valor menor na bomba, “o resultado financeiro não será igual”.

O analista acredita que a redução, nas ações da estatal, não aconteceu devido a ingerência do governo. Isso porque o valor do barril do petróleo diminuiu dos patamares de US$ 80 para US$ 70.

Segundo o CEO da Planner, essa diminuição no valor da gasolina aconteceu por conta de uma pressão de países desenvolvidos para diminuir o valor do petróleo. Diante da iniciativa dos Estados Unidos, de aumentar a produção, houve diminuição recente da commodity.

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Apesar disso, Gandelman não acredita que o barril do petróleo estará em baixa em 2022. O motivo é que a pressão das nações desenvolvidas sobre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) não proporcionará resultados no longo prazo.

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Silvio Souza
Silvio Suehiro Souza é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Desde 2019 dedica-se à redação do portal FDR, onde tem acumulado experiência e vasto conhecimento na área ligada a economia, finanças e investimentos. Além disso, Silvio produz análises sobre produtos e serviços financeiros, sempre prezando pela imparcialidade e informações confiáveis.