8ª parcela do auxílio emergencial pode acontecer em breve para todo Brasil

Governo federal solicita recursos para uma nova rodada do auxílio emergencial. Nessa semana, o presidente Jair Bolsonaro enviou um pedido de R$ 2,8 bilhões em crédito especial para o Congresso Nacional. O valor seria destinado para o financiamento de uma nova rodada do benefício criado na pandemia.

8ª parcela do auxílio emergencial pode acontecer em breve para todo Brasil (IMAGEM: FDR)
8ª parcela do auxílio emergencial pode acontecer em breve para todo Brasil (IMAGEM: FDR)

Após meses tentando acabar com o Bolsa Família e com o Auxílio Emergencial, o governo federal parece ter voltado atrás em sua decisão. Mesmo com a concessão do Auxílio Brasil, Bolsonaro acaba de solicitar recursos para financiar uma oitava rodada do benefício emergencial.

Auxílio emergencial deve voltar em 2022

No texto enviado para o Congresso, o presidente pede R$ 2,8 bilhões sem justificar o valor da quantia. Segundo fontes internas, o recurso seria destinado para a manutenção do ministério da cidadania, podendo envolver uma nova parcela do auxílio emergencial.

Até o momento não há maiores detalhes sobre o assunto, mas a previsão é de que até o fim de dezembro a medida seja publicamente esclarecida.

“A abertura visa incluir nova categoria de programação no orçamento vigente, com o objetivo de viabilizar, no âmbito da Administração Direta do Órgão, o custeio do ‘Auxílio Emergencial de Proteção Social a Pessoas em Situação de Vulnerabilidade, Devido à Pandemia da Covid-19’. O crédito será financiado pelo cancelamento de dotações orçamentárias”, diz a nota da Secretaria Geral.

Quem deverá receber o novo auxílio emergencial?

Se manter as regras de concessão aplicadas em 2021, o governo deverá beneficiar os cidadãos que cumprirem os seguintes requisitos:

  • A renda por pessoa da família não pode passar de até meio salário mínimo (R$ 550)
  • A renda total do grupo familiar deve ser de até três salários mínimos (R$ 3.300)
  • Só será permitida o pagamento de uma cota por família
  • Ter mais de 18 anos
  • Não ter emprego formal
  • Não ter tido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2019 ou rendimentos isentos acima de R$ 40 mil naquele ano
  • Não ser dono de bens de valor superior a R$ 300 mil no fim de 2019
  • Estão excluídos os residentes médicos, multiprofissionais, beneficiários de bolsas de estudo, estagiários e similares
  • Ficam de fora também as pessoas que receberam qualquer tipo de benefício previdenciário, assistencial ou trabalhista ou de transferência de renda do governo em 2020, com exceção do Bolsa Família e abono salarial.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.