IPVA 2022 será o grande vilão no seu bolso! Entenda porque cobrança fica mais cara

Pontos-chave
  • IPVA 2022 terá um dos maiores preços da história;
  • Brasileiros com imóveis usados têm super valorização no mercado;
  • Lista com regras de isenção já está disponível.

IPVA de 2022 terá um dos maiores preços da década. Com o fim do ano chegando, muita gente se prepara para a prestação de contas dos tributos que passam a ser cobrados entre janeiro e fevereiro. Para aqueles que são proprietários de um veículo, o Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores tende a ser um grande vilão.

IPVA 2022 será o grande vilão no seu bolso! Entenda porque cobrança fica mais cara (Imagem: FDR)
IPVA 2022 será o grande vilão no seu bolso! Entenda porque cobrança fica mais cara (Imagem: FDR)

O IPVA é um imposto obrigatório que deve ser pago anualmente por todo o brasileiro que for proprietário de um veículo. A inadimplência resulta na impossibilidade de renovação da CNH, o que implica dizer que o cidadão fica sem autorização para circular nas vias locais e federais.

Pagar o IPVA está entre as grandes responsabilidades de ter um carro. Não gastasse a gasolina com mais de sete aumentos consecutivos, o cidadão terá também que desembolsar um valor muito maior que o normal quando for quitar o imposto.

Porque o IPVA 2022 estará tão caro

Para calcular o valor do tributo, o governo leva em consideração a média de preço de comercialização dos veículos. Diante do atual cenário de crise e instabilidade econômica, o mercado de automóveis encareceu consideravelmente, fazendo com que novos transportes fossem vendidos por um preço muito alto e aqueles já usados tivessem uma hiper valorização.

É válido ressaltar que cada estado tem uma alíquota diferente para o IPVA, no entanto, todos precisam levar em consideração a média proposta pela tabela Fipe. Trata-se de uma listagem onde é possível verificar o preço dos veículos em todo o país.

De acordo com o último balanço disponível pela Fipe, o valor dos automóveis usados subiu em mais de 31,8% em 12 meses. No mesmo período, os modelos novos tiveram alta de 19,3%. Isso significa que o cidadão terá uma taxação maior no IPVA, levando em consideração a alíquota que varia entre 1% e 6%.

Quais veículos perderam o vencimento e não precisam quitar o IPVA em 2022?

A tabela de isenção com base na data de fabricação do automóvel varia de acordo com cada estado, mas no próximo ano será aplicada a partir dos seguintes prazos:

Estado Automóveis isentos de IPVA
Acre 10 anos da data de fabricação
Alagoas 20 anos da data de fabricação
Amapá 15 anos da data de fabricação
Amazonas 15 anos da data de fabricação
Bahia 15 anos da data de fabricação
Ceará 15 anos da data de fabricação
Distrito Federal 15 anos da data de fabricação
Espírito Santo 15 anos da data de fabricação
Goiás 15 anos da data de fabricação
Maranhão 15 anos da data de fabricação
Mato Grosso 15 anos da data de fabricação
Mato Grosso do Sul 15 anos da data de fabricação
Minas Gerais a redução é progressiva conforme o ano do carro
Pará 15 anos da data de fabricação
Paraíba 15 anos da data de fabricação
Paraná 20 anos da data de fabricação
Pernambuco a redução é progressiva conforme o ano do carro
Piauí 15 anos da data de fabricação
Rio de Janeiro 15 anos da data de fabricação
Rio Grande do Norte 10 anos da data de fabricação
Rio Grande do Sul 20 anos da data de fabricação
Rondônia 15 anos da data de fabricação
Roraima 10 anos da data de fabricação
Santa Catarina veículos produzidos até 1985
São Paulo 20 anos da data de fabricação
Sergipe 15 anos da data de fabricação
Tocantis 15 anos da data de fabricação

 

Deficientes também podem ter isenção

Além do vencimento do veículo, a lei garante a isenção do IPVA para os proprietários que comprovarem ter as seguintes doenças:

  • Amputação;
  • Artrodrese;
  • Artrite;
  • Artrogripose, Câncer de Próstata Pós Cirúrgico;
  • Cardiopatias;
  • Cirurgia da Coluna;
  • Cirurgia de Joelho;
  • Cirurgia de Punho;
  • Cirurgia e/ou Lesão de Ombro;
  • Condromalácia Patelar;
  • Deficiência Mental;
  • Deficiência Visual;
  • Doença de Parkinson;
  • Encurtamento de Membros;
  • Esclerose Múltipla;
  • Escoliose;
  • Acentuada;
  • Espondilite Anquilosaste;
  • Estomias;
  • Hérnia de Disco;
  • Insuficiência Renal;
  • Lesão por Esforço Repetitivo (LER);
  • Má Formação;
  • Mastectomia;
  • Nanismo;
  • Neuropatias Diabéticas;
  • Ostomia;
  • Paralisia;
  • Paralisia Cerebral;
  • Poliomielite;
  • Problemas Graves na Coluna;
  • Prótese de Fêmur;
  • Prótese Interna ou Externa;
  • Quadrantectomia;
  • HIV;
  • Síndrome do Túnel do Carpo;
  • Tendinite Crônica;
  • Tetraparesia;
  • Tetraplegia, dentre outras.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.