Dezenas de beneficiários reclamam de receber valor menor no Auxílio Brasil

Governo federal concede pagamento do Auxílio Brasil com valor inferior ao prometido por Bolsonaro. Ao longo dos últimos dias, o Ministério da Cidadania esteve realizando os depósitos do novo projeto social. Para cada segurado, tinha sido prometido uma parcela inicial de R$ 400, porém o valor é menor que R$ 200, em alguns casos.

Dezenas de beneficiários reclamam de receber valor menor no Auxílio Brasil (Imagem: FDR)
Dezenas de beneficiários reclamam de receber valor menor no Auxílio Brasil (Imagem: FDR)

A concessão do Auxílio Brasil tem sido motivo de problemas para centenas de brasileiros. Uma reportagem especial do IG relevou que muitas pessoas estão recebendo o abono em uma quantia bem menor que o prometido pelo presidente Jair Bolsonaro.

Valores do Auxílio Brasil

De acordo com Bolsonaro, o novo Bolsa Família teria um valor de R$ 400. No entanto, diante de dificuldades na folha orçamentária da União, o abono foi reajustado para R$ 217. Porém, segundo o apurado pelo IG há quem receba menos que esse valor.

Ana Rosa Novaes, de 22 anos, mora em Minas Gerais e explicou que seu abono foi minimizado. Desempregada, ela era beneficiária do Bolsa Família com um recebimento de R$ 212 mensais. Durante o auxílio emergencial o valor foi reajustado para R$ 600 e depois R$ 250, agora, no novo projeto, sua renda ficou em R$ 149.

“Estou muito revoltada que o dinheiro diminuiu. O pagamento reduziu bastante, e só peguei R$ 149. Cheguei a procurar o Cras (Centro de Referência de Assistência Social) da minha cidade. Só disseram que o valor era esse mesmo, de R$ 149. Até cheguei ligar para a central de atendimento do ministério (da Cidadania). Eles disseram que iam ver o motivo e me enviar um e-mail, mas até hoje nada. Fiquei sem saber motivo. As coisas estão muito difíceis. Tudo caro” diz Ana Rosa em entrevista ao portal de economia do IG.

Além dela, há outros casos como o de Gisele Rozado, chefe de família que agora está recebendo apenas R$ 65 do governo. Segundo ela, quando foi aprovada a primeira parcela do auxílio emergencial seu benefício foi de R$ 1.200.

“Eu acho injusto. Infelizmente, minha filha está gripada e agora preciso contar com a ajuda da família. No Cras, disseram que o valor é baseado na renda informada na hora que faz o cadastro”, afirma Gisele.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.