Companhias aéreas e de turismo sofrem com nova variante da COVID-19; entenda

A nova variante do coronavírus descoberta na África do Sul, e que recebeu o nome de Ômicron, causou um verdadeira crise nas ações de companhias aéreas e fabricantes de aeronaves nos mercados financeiros ao redor do mundo. Confira os detalhes.

Novamente, em meio a insegurança causada pelo aparecimento de uma nova variante do vírus causador da pandemia da Covid-19, diversos governos pelo mundo tiveram que determinar novas restrições de viagens para países do sul da África.

Países como Índia, Israel e Cingapura já fortaleceram o controle na chegada de visitantes de países afetados pela nova variante e companhias aéreas como British Airways , Virgin Atlantic, e KLM estão alterando seus itinerários dos voos para a África do Sul, em decorrência da atual situação 

“O volume de viagens cairia e a recuperação do setor seria adiada até que novas vacinas eficazes sejam desenvolvidas e aplicadas. Pelo contrário, se as vacinas existentes forem consideradas relativamente eficazes, as perspectivas de viagens pelo mundo devem se recuperar rapidamente”, explicou Andrew Lobbenberg, analista de Aviação do HSBC.

Oriente Médio também pode ser atingido 

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Européia, disse que propõe colocar em vigor um “bloqueio de emergência” como forma de barrar os voos para União Europeia que chegam da África do Sul, Botswana, Zimbabué, Lesoto, Eswatini e Namíbia.

Empresas como Qatar Airways, Etihad Airways e Emirates do Oriente Médio, as que mais transportam passageiros nestes países, devem ser atingidas pelas decisões da União Europeia e do Reino Unido.

O Diretor Geral da IATA, Willie Walsh, estimulou os governos a “usar a experiência dos últimos dois anos para avançar em direção a uma abordagem coordenada e baseada em dados, que encontre alternativas seguras ao fechamento de fronteiras e quarentenas”, em meio a esta situação.

“Os governos estão respondendo aos riscos de uma nova variante do coronavírus em modo de emergência, causando medo entre os viajantes”, complementou Walsh, ressaltando que as restrições não são a melhor forma de controlar variantes no longo prazo.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.